Entrevista com António Mgalhães

A experimentar

António Magalhães e viticultura no Douro são realidades inseparáveis, pelo menos nas últimas quatro décadas. A poucos meses de iniciar a sua reforma, a referência de viticultura da Fladgate Partnership dá uma grande entrevista à Revista de Vinhos. Alterações climáticas, avanços tecnológicos, conquistas, futuro do Douro e muitos outros temas foram motivo de conversa em jeito de retrospetiva, no habitual registo ponderado, culto e otimista que se lhe conhecem.

Como é que vê os impactos na viticultura produzidos pelas alterações climáticas?
As alterações climáticas estão aí. Eventualmente poderemos também estar a viver a sobreposição de um ciclo climático com as tão faladas alterações. Vivemos um desses ciclos na década de 40 do século passado, por exemplo. Mas há uma nova realidade que as alterações climáticas trazem que é a da imprevisibilidade. No entanto, creio que há um dado reconfortante que é a quantidade de precipitação. Tem-se mantido inalterada.

Mas é irregular.
É uma condição de todo o clima mediterrânico. Irregular mas consistente quando analisada numa série de anos. A grande mudança das alterações climáticas é a temperatura que tem aumentado inegavelmente. E isso sente-se sobretudo no inverno e tem trazido uma desregulação dos ciclos da planta. Tornam-se mais longos, com antecipação da época de abrolhamento.

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