Museu do Azeite quer regressar ao número de visitas registadas antes da pandemia

A experimentar

Prestes a completar cinco anos, o Museu do Azeite, no concelho de Oliveira do Hospital, quer regressar ao número de visitas registadas antes da pandemia, apostando em experiências que vão desde a apanha à funda da azeitona.

“No ano de abertura atingimos o maior número de visitantes, ultrapassando os 15 mil, no entanto, com a pandemia, registámos uma quebra de 80%. Em 2022 e 2023 fomos recuperando e o objetivo deste ano é conseguir atingir os números de 2019”, destacou a diretora do Museu do Azeite, Alexandra Dias.

Em declarações à agência Lusa, Alexandra Dias explicou que, para aumentar o número de visitantes, o museu decidiu apostar na personalização das visitas, tendo em conta o tipo de público que vai recebendo.

“Como vamos tendo muitos turistas franceses, decidimos disponibilizar áudio guias também em francês, juntando-se ao português e inglês, disponíveis deste a abertura. Passaremos a ter esta novidade a partir de dia 16 deste mês”, informou.

O Museu do Azeite, localizado em Bobadela, a cerca de quatro quilómetros da cidade de Oliveira do Hospital (distrito de Coimbra), completa o seu quinto aniversário no dia 16 de março.

Construído de raiz em forma de ramo de oliveira, este museu alberga no seu caule, folhas gigantes e azeitonas de diferentes valências e um espólio que dá destaque às máquinas e processos criados ao longo dos tempos pelos homens, desde a época dos romanos até aos dias de hoje, para a extração de azeite.

“No ano passado recriámos, para dois grupos, a apanha tradicional da azeitona no olival, com a vara e os toldos, com os trajes de antigamente e o lanche típico no olival: a típica chouriça a arder, o pão e o queijo da Serra da Estrela. É nestas experiências, para grupos de turistas de outubro a dezembro, que pretendemos apostar”, referiu.

A experiência só fica completa quando as azeitonas chegam finalmente ao lagar, para serem transformadas em azeite, tendo os turistas a oportunidade de verem também recriado um almoço típico: a tibornada.

“Os colaboradores reuniam-se para celebrar as horas árduas de trabalho com uma tibornada. Numa gamela, era misturada a batata com o bacalhau, o azeite e a couve e, daqui, comiam diretamente”, descreveu.

Em seu entender, estas experiências vão ao encontro dos objetivos do Museu do Azeite, criado para conjugar a valorização histórica e patrimonial com a fruição turística.

“A missão do nosso museu é preservar a história e preservar também tradições das nossas gerações anteriores, que ao longo do tempo se foram perdendo. A nossa missão é preservar saberes e peças seculares”, concluiu.

O custo de entrada no Museu do Azeite é de sete euros por adulto e seis euros por criança.

A entrada faz-se pelo caule do ramo de oliveira, com o visitante a ser levado por um percurso que se inicia com a cronologia das origens e expansão da olivicultura no mundo, em Portugal e na região de Oliveira do Hospital.

Numa das azeitonas, está retratada a tecnologia romana de produção de azeite, com a reprodução de três mecanismos utilizados na Antiguidade Clássica romana, bem como um lagar com duas varas.

A segunda azeitona apresenta um lagar de prensagem hidráulica de grande capacidade, dotado de moinho elétrico e moinho de remoenda.

Numa das folhas de oliveira encontra-se um auditório, enquanto a terceira azeitona alberga uma cafetaria e um restaurante.

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