Quanta Terra… E uma adega improvável

A experimentar

Celso Pereira e Jorge Alves palmilham o Douro com o à vontade de quem respira a região e o conforto de quem sabe o que está a fazer.

Já passaram mais de 20 anos desde que Celso Pereira e Jorge Alves conheceram-se nas Caves Transmontanas. Haveriam de lançar um primeiro vinho conjunto, o Quanta Terra 1999 tinto, e desde aí não mais pararam, qual irmandade de enólogos. Como numa relação de longa duração, impõem-se quebrar rotinas com novas vinhas, com o apuro de vinhos e, mais recentemente, também com uma adega que tornou-se muito mais do que isso.

O edifício é uma antiga destilaria da Casa do Douro, situada na freguesia de Favaios, concelho de Alijó, que transformava excessos produtivos em aguardente para Vinho do Porto. Decorria a vindima de 2015 quando concretizaram a compra do imóvel e estiveram quatro anos a maturar o que fazer com ele. Queriam, claro, um local que fosse suporte de vinhos mas que pudesse igualmente funcionar como uma casa para receber quem passa. Carlos Santelmo arquitetou o que hoje vemos e parece ter sido feliz na sensibilidade de preservar e até conferir nova vida ao que já ali tinha sido construído. Os depósitos de cimento preservaram as bonitas fachadas exteriores e passaram a albergar interessantes salas de exposição; o telhado e a maioria das portas e janelas mantiveram-se; o enorme pé direito do corpo central do edifício transmite amplitude; a loja e o terraço cimeiros convidam a estar.

Terminada a obra, que conheceu tempos de pandemia, um cruzamento de vontades trataria de lhe conferir uma inesperada vida. Joana Vasconcelos expôs ali peças únicas e tornou o local alvo de uma romaria não prevista a Favaios. (…)

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