Consumo de insetos, a dieta do futuro?

A experimentar

Estes artrópodes comestíveis constituem uma alternativa para combater a insegurança alimentar e reduzir o impacte ambiental da indústria pecuária. Numerosos estudos apontam para os benefícios desta dieta, que faz parte da cultura de algumas regiões do mundo. No México, são parte fundamental da sua gastronomia centenária.

No mercado de San Juan, um dos mais conhecidos da Cidade do México, turistas e habitantes locais olham com curiosidade para a diversificada oferta alimentar que é exposta nos balcões de algumas bancas: pulgões, escaravelhos, larvas de agave, pequenas aranhas servidas fritas ou escorpiões cobertos de chocolate. Um menu gastronómico diversificado elaborado à base de insetos e outros artrópodes endémicos do país, mas também de espécies exóticas como a barata-de -madagáscar.

Se no mundo existem cerca de 1681 espécies destes invertebrados adequados para a alimentação, o México conta com quase uma terça parte delas. “No nosso catálogo, registámos até 605 espécies”, afirma José Manuel Pino Moreno, biólogo especializado em entomologia da Universidade Nacional Autónoma do México (UNAM), que desenvolve a sua investigação há mais de 40 anos.

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