Portugal atrasado na adaptação da vinha às alterações climáticas

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O alemão Jörg Böhm introduziu há 40 anos no país uma casta resistente, aprovada em 2020, mas o seu cultivo destinado à produção de vinho ainda não foi autorizado.

Portugal é o único país que usa castas caras para produzir vinho e não autoriza o uso de outras mais bem adaptadas”, critica o alemão Hans Jörg Böhm, uma das pessoas que mais se envolveram na criação, no país, de uma planta resistente, já lá vão 40 anos, mas ainda à espera da autorização do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) para ser usada na produção de vinho.

O cultivo da vinha em Portugal é caro porque, segundo o comendador, o país não conseguiu erradicar as doenças do míldio e oídio, que “importou” da América há 150 anos e que atacaram as videiras, tendo desde então sido compelido a usar pesticidas em permanência. “A vinha representa atualmente mais de 50% de todos os pesticidas aplicados na União Europeia”, nota o produtor alemão, há quase 50 anos em Portugal.

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