Vinhos: um ano e tanto, para alguns… outros falam em sufoco

A experimentar

João Paulo Martins faz o balanço.

O ano que está a terminar pode ser recordado, no mundo do vinho, de várias maneiras. Por um lado, há muita gente a queixar-se das dificuldades do negócio, sobretudo os que têm adegas cheias de vinho que não há maneira de ser escoado. A dificuldade nas vendas prende-se também com a quebra no consumo. Parece que estamos a consumir menos vinho, quer aqui quer nos mercados para onde costumamos exportar. Uma estatística muito recente dá conta que a percentagem de americanos que não consomem bebidas alcoólicas subiu de 54% para 57%; entre evangélicos de todas as matizes e outros mais recentes talibãs antialcoólicos, esta quebra corresponde a muita, muita gente. É claro que já se está mesmo a ver quem, por lá, esfrega as mãos de contente… Já em França, na zona de Bordéus, fala-se em arranque de cerca de 2000 ha de vinhas para poder equilibrar a oferta e a procura. Aquela zona só é famosa e rica para alguns (muito poucos) dos 8000 châteaux que preenchem a região. Pense só quantos nomes conhece (que já tenha provado ou ao menos que tenha ouvido falar) e depois veja a distância que vai até aos 8000!

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