2013: Quando o convidado para jantar em Paredes é Maradona

A experimentar

Um dos melhores jogadores de futebol da história, Diego Armando Maradona deslocou-se a Paredes em 2013, pela mão do empresário e amigo Jorge Mendes. Comprou roupa quente na cidade e conheceu a qualidade dos pratos tradicionais da cozinheira Teresa Ruão, numa visita surpresa ao restaurante Cozinha da Terra, onde o astro argentino até cantou. Todas as semanas, para comemorar os 50 anos do Expresso, fazemos uma viagem no tempo, com o apoio do Recheio, para relembrar 50 restaurantes que marcaram as últimas décadas em Portugal.

Estava a ser um dia normal de março, em 2013, até tocar o telefone de Celso Ferreira, então presidente da Câmara Municipal de Paredes. O empresário de futebol Jorge Mendes diz-lhe que reserve mesa no restaurante Cozinha da Terra e que, desta vez, se arranje uma televisão para ver um jogo de futebol da Liga dos Campeões. Terminou com uma intrigante dica, ia levar “um astro” consigo. O restaurante estava fechado, mas Teresa Ruão, “simpática e querida como sempre” e já acostumada a receber do edil pedidos de mesa para convidados em visita ao concelho, marcou para oito pessoas… que depressa se tornariam 20.

Pelas 20h30, Celso Ferreira liga a Jorge Mendes para perceber o motivo do atraso da comitiva, que acabaria por não chegar a tempo do jogo. Pelos vistos, o misterioso convidado “precisava de comprar roupa quente”. “Vinha do Dubai sem grande preocupação com o clima, não veio preparado (risos), e creio que no dia seguinte ia para Manchester”, recorda Celso Ferreira, que conseguiu que uma loja de roupa local abrisse para ele ir às compras com a namorada. Foi ter com eles e, ao ver Diego Armando Maradona, considerado um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos – uma das grandes conquistas foi o Campeonato do Mundo pela Argentina, em 1986, marcando o chamado “golo do século” nos quartos de final – a sair do carro de Jorge Mendes, reagiu com “grande surpresa e estupefação”: “Imaginar o Maradona às compras em Paredes não deixa de ser caricato”.

Continue a ler o artigo em Expresso.

Últimas