Mercado da azeitona quer aproveitar folhas e caroços para novos produtos

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O azeite é um negócio global multibilionário e Manuel ​​​​​​​Román está determinado a criar um mercado ainda maior a partir deste fruto sagrado da antiguidade. Román é cofundador da ISANATUR, uma empresa espanhola que construiu uma refinaria capaz de transformar cada parte de uma azeitona num produto comercial de algum tipo.

Polpa e caroços

Apenas cerca de 25% de uma azeitona é utilizada para o azeite premiado, sendo o resto da polpa, dos caroços e da água depositados em aterros ou transformados em fertilizantes. Os caroços também podem ser utilizados como combustível.

“O que é necessário é um mercado disposto a utilizar os produtos – o pó de azeitona, água de azeitona, sementes de azeitona”, explica Román, antigo coordenador de um projeto financiado pela UE, que desenvolve formas de transformar todos os resíduos em bens comercializáveis. A produção anual global de azeite totaliza cerca de três milhões de toneladas, das quais dois milhões de toneladas se encontram na Europa. O mercado mundial do azeite vale quase 13 mil milhões de euros, de acordo com a Fortune Business Insights. Enquanto o azeite é chamado de “ouro líquido” há milénios devido aos seus muitos benefícios para a saúde, os seus resíduos estão também cheios de benefícios.

As empresas na Europa estão a desenvolver formas de explorar esta rica fonte de ingredientes para poderem ser utilizados em produtos de saúde e beleza, suplementos alimentares e rações para animais.

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