Associação da restauração teme “milhares de encerramentos”

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Faturação subiu, mas os resultados líquidos “não foram os esperados”, devido ao contínuo aumento de custos.

A PRO.VAR, associação nacional da restauração, teme que a ausência de medidas específicas de apoio ao setor se traduza em “milhares de encerramentos” e “dezenas de milhares de desempregados”. A época natalícia, que se aproxima, parece trazer “excelentes expectativas”, já que “estão a aparecer muitas reservas” e os clientes “parecem dispostos a pagar um pouco mais”, mas a preocupação é com 2023 e o aumento de custos que aí vem, designadamente com a subida do salário mínimo.
Daniel Serra, presidente da associação, reconhece que a restauração vem de um verão em que a faturação esteve “acima da média”, no entanto, assegura que, com a “enorme pressão” a montante, “nunca os empresários tiveram que fazer tantas contas e recorrer mesmo a ajuda técnica” para chegarem a valores finais de preço ao consumidor. Os resultados líquidos “não são os esperados” e a associação teme que, dado que, pela sua natureza, se trata de um setor que recebe a pronto, mas paga em diferido, muitos empresários “só se apercebam do buraco financeiro no fecho do ano”.
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