Dois tintos raros, da Quinta Nova, prestam o melhor tributo ao Douro

A experimentar

Nascidos nas vinhas mais antigas de Tinta Roriz e Touriga Nacional do Douro, e com um bom toque de vinha centenária, estes tintos afirmam-se entre as grandes referências da região.

Devo confessar que gosto do nome destes vinhos: Vinha Centenária Referência P28/P21 e Referência P29/P21. Almas mais poéticas dirão que lhes falta fantasia, como será o caso do Mirabillis desta mesma Quinta Nova, mas Parcela 28, Parcela 29 e Parcela 21 rementem-nos imediatamente para uma origem, o microterroir – e ainda deixam uma pergunta no ar: porquê, especificamente, estas parcelas? A Quinta Nova tem 41 no total, o que faz com que estas sejam especiais? Aí reside, basicamente, o segredo destes dois vinhos.

Já ouviu certamente falar da Quinta Nova, de seu nome completo Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo. Em 1999 passou para as mãos da família Amorim e desde então são muitos os vinhos que ganharam fama, caso dos Mirabilis que já referimos, dos Reservas, do Unoaked, do Rosé ou dos Grainha. É uma das propriedades mais antigas do Douro, está na primeira demarcação do Marquês de Pombal e, até, na cultura popular, com a célebre canção infantil As pombinhas da Catrina. A adega remonta a 1764, continuando a cumprir a sua função, e a casa senhorial ao ano seguinte, acolhendo agora um hotel de charme.

Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo
Quinta Nova de Nossa Senhora do CarmoFoto: Francisco Nogueira

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