Ervas, flores, vegetais, raízes, cascas e frutos: há pérolas para comer e um jardim do Éden para cozinhar em Vila Real

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Ervas, flores, vegetais, raízes, cascas e frutos são comestíveis na Ervas Finas, quinta de Graça Saraiva, exemplo maior de um ecossistema de valor alimentar, implementado com base nos princípios da permacultura.

“É uma quinta rica em biodiversidade.” Eis como Graça Saraiva, formadora da Escola de Hotelaria e Turismo de Lamego e consultora na área da alimentação, define o seu enorme jardim plantado numa propriedade localizada na aldeia de Fonteita, freguesia de Andrães, no concelho de Vila Real. Nela está sediada a sua empresa, a Ervas Finas, que fundou em 2005. “Já teve uma base mais produtiva assumida”, um ecossistema que, inicialmente, permitiu-lhe fornecer ervas aromáticas, flores comestíveis, microverdes, entre outros produtos, a hotéis e restaurantes. “Agora tem um design mais naturalizado, tem mais arbustos, mais árvores. É uma estrutura ajardinada, com valor alimentar” constituída por raízes, caules, folhas, frutos, sementes, flores, ervas aromáticas.

Ervas Finas

Ervas Finas

A experiência, a bibliografia centrada na agrofloresta, na agricultura mais naturalizada, e a partilha de informação determinam a sua forma de pensar e agir. “Pratico muitos tipos de permacultura, que significa ‘cultura permanente’”, explica Graça Saraiva. A biodinâmica e a agrofloresta também são tidas em conta neste seu empenho na terra. “São os princípios da agroecologia”, que conferem a substituição das culturas anuais, por culturas vivazes, “que ficam muitos anos na terra e se adaptam às condições mais severas”, como o frio ou o calor, os ventos fortes ou a escassez de água, esclarece. Ao todo, são cerca de 600 espécies. “Para quem cá vem, este jardim é uma espécie de éden”, comenta a fundadora da Ervas Finas.

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