Pouco ou nada voltará a ser o mesmo na alimentação

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Transformações: as alterações climáticas, aliadas à guerra, à inflação e ao crescimento populacional, convergem no momento exato para provocar uma emergência na cadeia alimentar que expõe vulnerabilidades e faz a fome crescer.

A segurança alimentar está em perigo. Ou não estivéssemos perante uma transformação que coloca em causa todo o edifício da alimentação como o conhecemos. “O funcionamento do sistema alimentar está a sofrer vários obstáculos, ou pressões, de uma forma simultânea”, explica o diretor-geral do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral do Ministério da Agricultura, Eduardo Diniz, que aponta “quatro pressões que se desenvolvem quer no curto quer no médio e longo prazo”. São elas “os conflitos geostratégicos, em particular a guerra em zonas de produção alimentar, a crise energética, os impactos das alterações climáticas e o abrandamento económico”.

Segundo ele, “a face visível desta situação é o aumento dos custos de produção, que se repercute em toda a cadeia de valor agroalimentar ou mesmo no risco de quebras de abastecimento”, com a certeza de que a “insegurança alimentar é sentida a diferentes escalas nas várias regiões do mundo”. Ou seja, se “nas economias mais desenvolvidas a pressão resulta do impacto da inflação na energia e na alimentação”, noutros pontos do planeta “as populações sofrem” por não serem “capazes de assegurar uma regular dieta saudável e equilibrada”.

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