Cheira a vindima — que comece a festa

A experimentar

Seja nos antigos folhetos do Estado Novo, seja na adega de um produtor onde ainda existam lagares, a época da vindima traz-nos sempre imagens de gente feliz, a rir para a câmara. A vindima é uma festa que alegra mais a alma do que a bolsa. Quem entra na adega tem tudo para aprender, desde a lavagem dos equipamentos antes de chegarem as uvas — lembro-me do meu pai a lavar os dois tonéis e as dornas nas vésperas de chegarem as uvas — até à pisa, momento para o qual são sempre convocados os visitantes. Pisa-se e repisa-se, até que se perceba que tudo já está pronto para arrancar a fermentação. Na minha experiência de infância eram as uvas brancas (com engaço) que eram pisadas pela miudagem, sim, que essa conversa de bica aberta versus curtimenta era assunto para intelectuais. Tudo era pisado com pezinhos lavados, que o desengaçador era máquina desconhecida.

Continue a ler o artigo em Expresso.

Últimas