7 verdades sobre os alimentos que vão mudar a forma como olha para a comida

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Para fazer escolhas inteligentes à mesa é preciso estar bem informada. E para estar bem informada pode bastar olhar para o rótulo dos alimentos. Está tudo lá.

Qual é a diferença entre “consumir até” e “consumir de preferência antes de”? Os aditivos alimentares, nomeadamente os ingredientes que começam por um “E” seguido de um número, são seguros? E os produtos embalados em plástico apresentam perigos?

Para responder a estas e outras questões dos consumidores, e ajudá-los a fazer escolhas alimentares com confiança, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA), em estreita cooperação com as autoridades nacionais de segurança alimentar em toda a Europa (nomeadamente a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) em Portugal) lança, pelo segundo ano, a campanha #EUChooseSafeFood.

Ajudar-nos a tomar decisões informadas sobre as escolhas alimentares diárias é o objetivo da campanha que, em toda a União Europeia, oferece informação prática e muito útil para quando vamos ao supermercado ou preparamos as nossas refeições.

Este artigo reúne os factos alimentares que mais nos surpreenderam.

7 verdades a recordar na compra de alimentos

1. Os famosos aditivos alimentares são necessários e seguros

Os aditivos alimentares são substâncias adicionadas aos alimentos para manter ou melhorar a sua segurança, frescura, sabor, textura ou aparência. Na União Europeia, todos os aditivos, desde edulcorantes a corantes alimentares, são avaliados antes de serem autorizados para utilização em alimentos.

Os aditivos são necessários para garantir que os alimentos processados permanecem seguros e em boas condições, uma vez que viajam através da cadeia de abastecimento alimentar desde fábricas ou cozinhas industriais até armazéns e lojas e, finalmente, até aos nossos pratos.

“Todos os aditivos alimentares são avaliados para garantir que são seguros para consumo. Analisamos como os químicos interagem com os alimentos aos quais são adicionados, como podem afetar o nosso corpo quando ingeridos e quanto podemos consumir com segurança todos os dias através da nossa dieta. Uma vez permitidos, e se utilizados num produto alimentar, os aditivos alimentares devem aparecer no rótulo. Assim, os consumidores sabem o que estão a consumir e podem confiar que o seu consumo é seguro”, afirma a toxicologista da EFSA Camilla Smeraldi.

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2. Se o produto alimentar contém alergénios, está descrito no rótulo

A legislação europeia, apoiada pela ciência, garante que a informação sobre os alergénios presentes nos alimentos pode ser encontrada no rótulo.

Os cientistas europeus responsáveis pelas alergias alimentares contribuíram com os seus pareceres científicos para o processo legislativo de rotulagem dos alimentos.

Atualmente, os fabricantes de alimentos vendidos na União Europeia (UE) devem rotular 14 alergénios ao abrigo da legislação da UE. Estes incluem:

  • Cereais contendo glúten;
  • Leite;
  • Ovos;
  • Frutos secos;
  • Amendoins;
  • Soja;
  • Peixe;
  • Crustáceos;
  • Moluscos;
  • Aipo;
  • Tremoço;
  • Sésamo;
  • Mostarda;
  • Sulfitos.

E a ciência dos alergénios continua a evoluir para que esta lista possa ser atualizada no futuro.

“Os requisitos de rotulagem dos ingredientes alergénicos nos produtos alimentares são cruciais para que as pessoas com alergias possam evitar ingredientes que as possam deixar doentes. Para além de darem conselhos para utilização na rotulagem, os cientistas também avaliam novos ingredientes no caso de serem potenciais alergénicos e analisam como fatores, tais como o processamento de alimentos, podem afetar o potencial alergénio”, refere Antonio Fernandez Dumont, especialista em segurança proteica da EFSA.

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