Vinhos para tempos de canícula

A experimentar

O vinho para o verão deve ser bom, adequado à comida e, acima de tudo, bebido com sensatez – tal como no resto do ano. A opinião do crítico gastronómico da VISÃO Se7e, Manuel Gonçalves da Silva.

Quem bebe vinho pelo prazer que lhe dá, e/ou pelo bem que lhe faz, certamente escolhe-o com critério de qualidade, conjuga-o cuidadosamente com a comida e consome-o de forma saudável, isto é: com moderação. Além disso, reconhece as características próprias de cada vinho e sabe quando e como deve servi-lo. Vinhos mais frescos, por exemplo, são especial (mas não exclusivamente) apetecíveis no verão, como é o caso dos brancos Quinta da Alorna, na Região Tejo, e Andreza, no Douro, e do rosé Dona Maria, no Alentejo.

A Quinta da Alorna, que tem história na produção de vinhos, nomeadamente de brancos, apresenta quatro monocastas apropriados para tempos de canícula, Arinto, Verdelho, Sauvignon Blanc e Fernão-Pires, todos da colheita de 2021. Em cada vinho reconhecem-se os traços da respetiva casta, e todos revelam aptidão para beber só, numa sombra amiga, e para acompanhar pratos de peixe e de marisco ou saladas, à mesa. Este Fernão-Pires, de uma casta muito antiga e prestigiada, sobretudo no Ribatejo (e também na Bairrada, onde lhe chamam Maria-Gomes), é um vinho original que, em virtude da vindima precoce, se revela pouco alcoólico (11 graus), leve e muito vivo (têm todos o mesmo preço recomendado: €6,49).

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