Czar: A recuperação do nobre lustro do passado

A experimentar

José Duarte Garcia, o pai de Fortunato, foi um destes obstinados que ajudou a salvar um património cultural e enológico com quase 600 anos de vida.

Visitar Fortunato Garcia na sua minúscula adega carregada de emoção em São Roque do Pico é daquelas experiências que entram certamente no rol das inesquecíveis da vida. Mas não esperem nenhum luxo à altura da fama do “vinho passado” do Pico, um néctar explosivo que sabe a mar e vulcão, e que a partir de meados do séc. XVII e até início do séc. XX, foi cobiçado pelos homens mais poderosos do mundo.

Após a chegada do míldio e oídio, e depois da filoxera, a partir dos meados do séc. XIX, os 12 mil hectares de vinha da ilha foram devastados, e a viticultura quase desapareceu, praticamente restaram algumas plantas com as castas tradicionais no lajido da Criação Velha. A recuperação das vinhas e destas variedades há muito adaptadas ao Pico deu-se principalmente a partir da década de 60 do século anterior. José Duarte Garcia, o pai de Fortunato, foi um destes obstinados que ajudou a salvar um património cultural e enológico com quase 600 anos de vida. Comprou por um preço simbólico de um colega professor uma pequena vinha da Criação e incorporou o saber dos vinhos licorosos, ambos iriam se perder por falta de interesse dos herdeiros do amigo José Rodrigues.

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