Beira Interior quer duplicar os vinhos certificados

A experimentar

Objetivo é atingir oito milhões de garrafas em 2025.

Região emergente e de elevado potencial de crescimento, a Beira Interior ainda certifica poucos vinhos com Denominação de Origem (DO), valor que na atualidade situa-se acima dos quatro milhões de garrafas. O objetivo é duplicar esse número até 2025, um repto explicado à Revista de Vinhos por Rodolfo Queirós, presidente da Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior (CVRBI).

“Costumo dizer que é um trabalho de formiga. Temos que ir trabalhando e sensibilizando os operadores para a importância de cada vez mais certificarmos vinhos da nossa região. Quanto mais certificarmos maior visibilidade vamos ter. Globalmente estamos a dar passos no rumo certo”, diz.

Região muito marcada pelas benesses da altitude, na Beira Interior é possível alcançar vinhos que possuam boa acidez natural e elegância, brancos e tintos, além de ser relativamente fácil adotar princípios de agricultura biológica, na medida em que o controlo de pragas e infestantes raramente obriga a tratamentos severos na vinha.

O potencial é, assim, fácil de percecionar, incluindo no contexto internacional. Em 2021, as exportações de vinhos da região cresceram 46% face a 2020 e as vendas deste ano estão a superar as do período homólogo de 2021.

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