Novo estudo confirma embalagens de vidro como mais seguras em termos alimentares

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No contexto da indústria alimentar, a legislação sobre os materiais de contacto com alimentos é muito restrita e tem evoluído à medida que surgem novos tipos de embalagens e novos estudos. Nesse sentido, um novo estudo internacional publicado no Food Science and Nutrition Journal investigou as substâncias químicas presentes nos materiais de embalagem.

O resultado é surpreendente. A investigação conclui que há cerca de 3000 produtos químicos presentes nos materiais de embalagem que podem efetivamente migrar para o conteúdo alimentar, tornando altamente provável a exposição humana aos mesmos. No entanto, o vidro e a cerâmica são comprovadamente e de longe os materiais de contacto com alimentos mais seguros e com menor número de químicos detectados, o que está de acordo com a sua baixa complexidade química.

Com efeito, o estudo revela que 2881 Food Contact Chemicals (FCCs) foram detectados, num total de seis grupos de Food Contact Materials (FCMs). Mais de dois terços dos FCCs (1975) foram identificados em FCMs de plástico, seguidos pelo papel e cartão (887), outros FCMs (760) e multi-materiais (614). O menor número de FCCs foram detectados no metal (251) e no vidro e cerâmica (47).  Isto porque o vidro tem origem apenas em matéria-primas provenientes da natureza (areia de sílica, carbonato de sódio e calcário), que se traduzem num material estável e inerte, e em embalagens com uma única camada, que não precisa de barreiras ou plásticos para estar em contacto de forma segura com os alimentos e bebidas.

maioria dos produtos químicos encontrados (65%) eram ainda desconhecidos, nunca tendo sido registados em qualquer regulamentação ou lista da indústria.

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