Álvaro Martinho, o Botanista do Douro

A experimentar

O director agrícola da Quinta das Carvalhas é um apaixonado pelas plantas do Douro. O seu desígnio é engarrafar a natureza do Cima Corgo.

O convite para jantar tinha um isco. Ia ser aberto um Porto Vintage de 1967. Do outro lado do telefone, Álvaro Martinho aceitou de imediato. Para muita gente — incluindo ele —, a década de 1960 foi a melhor do Douro, com quatro ou cinco anos de excepção. Chegada a hora, sentaram-se numa “sala boa”, com “comida óptima” e “conversa agradável” — ele, a mulher, os filhos e a sua viola. Só que, do Vintage, nada. No final da refeição, Álvaro não se fez rogado e puxou o assunto. “Então e a garrafa de 1967?” O anfitrião ripostou: “Qual garrafa? Não tenho nenhuma garrafa de 1967”, atirou, para espanto do amigo, que logo contrapôs: “Se não for essa, então que venha outra”. 

O dono da casa desceu, então, à cave. No regresso, trouxe um Porto. Mas de 1867.

Bebemos três ou quatro copos. Estivemos ali uma hora e meia. Um vinho que, mesmo se eu vivesse 500 anos, nunca o iria esquecer. A densidade. A untuosidade. O sabor mais terciário. Aquele sabor fino. E depois a preservação do sabor na boca. Infinitamente diferente de tudo o resto”.

O jantar decorreu há dez anos e todos os pormenores dessa noite ainda aparecem vivos a Álvaro Martinho. O agrónomo — que, com o enólogo Jorge Moreira, fez da Quinta das Carvalhas uma marca de referência, nos últimos 20 anos —  recorda ainda o vestido da mulher (“tu já a viste, ela é lindíssima”); os temas debatidos à mesa; as anedotas e as risadas. E o que se seguiu.

Findo o jantar, foram todos para casa, ele ainda tocado pelo néctar ancestral. Os miúdos seguiram para os quartos. Álvaro foi escovar os dentes e depois deitou-se. Mas não por muito tempo. 

Dormi cinco horas. No dia seguinte, quando me pus a pé, o vinho estava fresco nos meus dedos, na minha boca, no meu corpo. Sabes quando cozinhas com alho e o alho não sai, ficas a cheirar àquilo? Ainda sentia a frescura do vinho no dia seguinte.” 

A experiência acabou por ser uma epifania. Em 2012, Álvaro Martinho já tinha as ideias arrumadas e um perfil virado para a terra, para a valorização da flora. Mas aquela garrafa com 155 anos iluminou-lhe décadas de estudos, de testes, de vida — de curvas e contra-curvas, encosta acima, encosta abaixo. 

O relato desse jantar memorável acontece, precisamente, enquanto me guia pela Quinta das Carvalhas, ao volante de uma carrinha pick up. O objectivo principal é mostrar a “grande importância” que a Real Companhia Velha, e a Quinta das Carvalhas em particular, “têm para o país e para o sector”. Ao todo, estão ali 265 anos de história, num total de 500 hectares mesmo sobre a vila de Pinhão, na margem esquerda do rio. Desses 500 hectares, 150 estão plantados de vinha, sendo 50 vinha tradicional e 37 vinhas velhas com idades entre os 70 e os 110 anos. “É uma coisa séria”, sublinha o viticultor da casa, trepando a montanha, aos ziguezagues.

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A propriedade, com 42 quilómetros de estrada, começou a ser requalificada pelos anos 2000, quando se montou um plano de reestruturação da empresa. A ideia era mudar tudo, a começar pelo vício, muito regional, “de se achar que o passado é que era bom”. Por essa altura, o agrónomo formado na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), fez várias viagens enófilas ao estrangeiro. A cada quinta que visitava lá fora relativizava “a grandeza do Douro”. Na Ribera del Duero espantou-se com o aprumo do serviço, fosse no traje dos empregados, fosse na qualidade dos copos. Na Alsácia, suspirou com o rigueur e o primeur. Para não falar na Borgonha e em Bordéus.

Afinal, havia mais do que o Douro. O mundo não estava parado numa glória que, em perspectiva, não era assim tão gloriosa. 

Nasci em Covas do Douro, aqui à frente, numa família duriense de gema. Vivemos sempre com o credo na boca. Mas tínhamos o Vinho do Porto, que colmatava esta aparente tristeza da região. Era o nosso orgulho. Quando comecei a fazer viagens lá fora percebi que não éramos assim tão brilhantes e importantes como imaginávamos. Isto é uma opinião pessoal, muito minha. Mas o Vinho do Porto não era assim tão popular. Quando fazias as contas, tínhamos pouco mais de 40 mil hectares. E estávamos atrasados em quase tudo o que era imagem e experiência do território e do vinho. Em 2000, ainda nós andávamos a discutir se o vinho tinto se devia beber à temperatura ambiente”. 

A carrinha avança. Passamos os laranjais junto ao rio, depois um jardim com jasmim, murado a xisto. “Não havia nada disto. Hoje, temos jardins aqui dentro, temos estradas alcatroadas, foram feitos quilómetros e quilómetros de muros”. Continuamos a subir a encosta, nas bermas só floresta, uma vegetação arbustiva que Álvaro conhece de cor pelos nomes científicos. Estacionamos à sombra de uma amendoeira —  “é uma prunus” —, já bem alto. Álvaro agarra num álbum de fotografias, onde estão vinhas antigas e outras modernas. A ideia é mostrar a evolução das Carvalhas. Mas primeiro é preciso falar das pessoas. 

A primeira mudança comandada pela família Silva Reis, desde 1950 à frente da Real Companhia Velha, foi das condições de trabalho. Numa empresa em que 80 por cento dos custos de produção vinham da mão-de-obra, era necessário melhorar as condições dos funcionários. Começaram, então, a dar “salários justos, bónus e prémios”, “seguros de saúde”, “transportes em condições”, “formação contínua”. E procurou-se aliviar os trabalhos de campo. Para isso, foi necessário reformatar vinhas. Primeiro, com os célebres — e, hoje, muito criticados — patamares de 2,2 metros, para que os tractores passassem —  “um erro”, admite o agrónomo. Depois com intervalos entre linhas menores — 1,7 metros —, de modo a se conseguirem mais videiras, mais rentabilidade — mas também para diminuir as zonas limpas com herbicidas. 

Nesta altura, Álvaro já tinha a noção da importância de se olhar para o ecossistema como um todo. A ideia era preservar a diversidade e o coberto vegetal, sendo que para isso seria preciso cortar “gradualmente” em herbicidas, usar fungicidas mais amigos do ambiente e anular os pesticidas sintéticos. De todos os fitossanitários, os insecticidas eram os mais sensíveis e foi por aí que a empresa começou a cortar. Em 2005, o controlo da terrível traça da uva passou a ser feito com o uso de feromonas, aplicadas numa espécie de esparguetes distribuídos pela vinha. As feromonas causam confusão sexual na praga, que é desviada para zonas de floresta da propriedade. 

Não uso um grama de insecticida desde 2009. Quanto a pesticidas, no geral, de 2002 a 2017 reduzimo-los em 60 por cento. Uma coisa fantástica, com um impacto enorme no ecossistema. Queremos um ambiente mais saudável, não uma actividade humana liquidatária, que comprometa as futuras gerações. Não queremos que os nossos netos e filhos, quando pegarem nisto, olhem para trás e perguntem: ‘Oh papá, o que é que tu fizeste?’ Mas sim, que digam: ‘Obrigado, porque temos um território bom’”.

Álvaro acaba de falar e o Douro está cada vez mais quente. Pelas 13:00, faz um calor seco, acima dos 33 graus. Naquele mesmo miradouro, Paulo Macedo, o actual administrador da Caixa Geral de Depósitos, terá tido uma das suas experiências gastronómicas mais especiais, com uma garrafa de Evel branco e fatias de bola de Lamego, o rio serpenteando lá em baixo. “Estás a ouvir os pássaros a cantar? Temos 65 espécies de aves. E elas são muito importantes para nós.” 

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Ainda que o vinho seja tantas vezes uma questão metafísica, Álvaro é um homem de números. Tem-nos todos na cabeça e dispara-os como uma metralhadora. Mas a sua grande ambição não é passível de ser quantificada. Para compreender o tal vinho de 1867, para o replicar, ter uma dose de teimosia, outra de crença, outra de atenção ao passado. 

Voltemos a essa noite de 2012. Álvaro acorda, o seu corpo ainda transpira a vinha. E ele pensa: 

O que é que é esta merda? O que é que é isto? Explica-me lá! O que é que é este vinho que se prova 150 anos depois e — uau! Numa altura em que não havia sistema de frio, nem robôs, nem barricas. O que é que tens ali? O que é que empacotaram ali dentro?

O entusiasmo cresce, como uma performance que se aproxima do desenlace. O viticultor esbraceja, salta, como se estivesse num palco, a liderar os Rama de Oliviera, uma das suas bandas de música. As respostas estão em seu redor. 

Eu digo-te o que é que tu empacotaste. Natureza. O que tens ali dentro é natureza a funcionar. Tens ali a região.

A questão, então, é saber que natureza é essa, que região é essa. Como pode ser sublimada num vinho. Para isso, Álvaro desenha no asfalto o Cima Corgo, sacando um pedregulho de xisto. Naquela zona, e só naquela zona do Douro, há 280 plantas diferentes, com um clima seco e um solo esquelético e rochoso. Parece impossível. Em Amarante, a poucos quilómetros dali, os valores de humidade são mais altos e os solos são mais férteis: têm mais de 2-3 por cento de matéria orgânica, contra 0,2-0,5 por cento ali, no Cima Corgo. Mas, em Amarante, quantificam pouco mais de 10 por cento do número de espécies de plantas que se encontram no Cima Corgo.

A questão é saber, o que é que acontece aqui, nesta zona?

O agrónomo vai sacando ervas da beira da estrada. Dirige-se a elas sem hesitação no passo, transitando de uma beira da estrada para a outra. Eis orégãos. Mais à frente, caril das areias e uma cornilheira, da família dos pistáchios.

Como?! Como é que há tanta variedade neste Douro que dizemos inóspito? Inóspito para quem?”, espanta-se.

Depois, aparece tomilho, potentíssimo, único. Mas também há medronheiros e duas árvores que nos ensinam sobre a perspicácia das plantas.

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Logo no início da viagem, vemos uma oliveira empoleirada sobre o asfalto. Parece um fóssil com folhas e tem as raízes expostas. Álvaro não lhe chama raízes, naturalmente. Tem sempre uma metáfora para nos iluminar. Os braços enrodilhados da oliveira formam antes um “sistema radicular tão complexo e organizado, como uma cidade”. Ficamos ali estacionados no meio da estrada, a contemplar a “lenhosa” como se fosse um quadro de Monnet. 

Quantos anos achas que ela tem? Eu diria que deve ter 500. Repara que tu nunca viste uma oliveira a morrer. Nem eu. Nem o meu avô. Nem o teu. Porquê? Porque tu e eu vivemos pouco tempo e ela não. E sabes porque é que ela não? Porque se protege, geneticamente.

Depois da fruição estética, o viticultor saca da analogia desportiva. Uma oliveira é um atleta de alta competição. Como todos os atletas de alta competição, ela é preparada para uma prova específica. Nunca ganharia a prova dos 100 metros: não está feita para ser rápida, nem explosiva. Mas na longa distância, na dureza do Douro, ninguém a bate. 

O relógio biológico dela é super lento. Só entre 3 a 5 por cento das flores de uma oliveira dão origem a frutos. E isso é assim porque é suficiente para ela sobreviver e ser uma verdadeira vencedora. Podem estar 40 graus e ela consegue suportá-los, sem ser regada. Deves olhar para ela como para um maratonista. Esta planta é uma winner, nestas condições, há muito tempo”. 

A outra árvore do Douro extraordinária é a figueira, “outra planta maluca”. Desta feita, Álvaro está apostado em acordar-me do calor e do monólogo. Interpela-me. 

  • Sabes o que é um figo? 
  • Não. 
  • Achas que é um fruto? 
  • Acho, mas acho mal, já percebi.
  • De que cor é a flor da figueira? 
  • Sou daltónico.
  • Não existe flor nas figueiras. Uma flor é um órgão espectacular, atractivo. É o sexo explícito da planta. A figueira é uma planta rudimentar, primitiva, e o figo é uma infrutescência, é um conjunto de flores invertidas. Na verdade são múltiplos aquênios que fazem daquele “fruto” muito atrativo e delicioso. É como se fosse a parte feminina da flor que tu não vês. Já reparaste que abres um figo e parece um útero? 
  • Isso, já.
  • Extraordinário, não é? E a figueira tem outra coisa. Só cresce nos sítios onde as outras não crescem. No meio de uma rocha, no meio de um muro. Sítios horríveis. 

Percebe-se onde Álvaro nos quer levar. O Douro pode, afinal, não ser o buraco inabitável de que se fala. O Douro do Cima Corgo é uma realidade de plantas. E são elas o seu grande trunfo. “O Douro está para as plantas, como a Suíça está para as empresas”. Eis um clima extremo, de feição mediterrânica, com condições “que tu e eu erradamente descrevemos como inóspitas, mas que é excelente para as plantas”. 

E é percebendo porque é que isso acontece, como funcionam as plantas winners, que Álvaro quer fazer vinhos. As vinhas, por si só, pouco lhe interessam. Aliás, passaram duas horas da visita antes que nos abeirássemos de uma. 

Teremos de subir lá ao alto, onde sopra um vento refrescante de Norte, para vermos em detalhe as primeiras videiras, no caso plantadas segundo o método tradicional, com mistura de castas. Pelas suas contas, o  Douro tem 120 castas. Muitas delas são nativas, só existem aqui. Tinto cão. Touriga Francesa. Cornifesto. Tinta Francisca. Este tipo de plantação tem a virtude de haver uma evidente divisão de risco da produção/colheita perante todas as adversidades: mesmo quando há ataques à vinha, sejam climatéricos, sejam biológicos, haverá sempre uma diminuição de risco. Este sistema de cultivo (mistura de castas) existe mais em regiões tradicionais como o Douro e foi também muito importante porque conseguiu preservar durante alguns séculos este valioso património genético: as castas Nativas. Mas o sistema de mistura de castas traz outros problemas, sobretudo na apanha. 

A viagem termina onde começou: à entrada, junto à sala de provas. Há turistas a comprar garrafas, outros simplesmente contemplando as estantes em madeira que forram as paredes.  O agrónomo da Quinta das Carvalhas abre então uma porta de correr. “Vem por aqui.” Entramos numa divisão privada, onde rapidamente são colocados copos e tábuas de queijos e enchidos e broa de Avintes. “Aqui, recebemos clientes especiais, clientes bons.” Em cima da mesa, aparecem quatro garrafas, os topos de gama da marca. Representam apenas cinco por cento da produção da Real Companhia Velha, mas são importantes para o seu futuro. Há um branco, feito com Gouveio e Viosinho colhidos a 400 metros de altitude, que Álvaro aprecia com um bacalhau assado. E três tintos. Primeiro, o Tinta Francisca, com produções anuais entre as 3000 e as 5000 garrafas. 

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É ligeiro, leve, sedoso, sem pelos. É impressionante. Delicado. É uma Claudia Schiffer, com poucas curvas, mas elegante.” 

Depois, aparece o Quinta das Carvalhas Touriga Nacional. Fermentação espontânea, controlo de frio. Inox e 50 por cento de estágio em barricas usadas, mais 50 por cento em barricas novas. 

Esta vinha, em Setembro, é como um tipo que teve numa batalha. Sentes um cheiro a fruta, a geleia, na vinha. E isso vê-se no copo. Um sítio extremo, mas mesmo assim a planta guardou a acidez, os taninos. Como? Produzindo pouco, apenas quatro ou cinco cachos por videira. Consequência? Lutas com este vinho em qualquer parte do mundo. Só aqui é que consegues fazer isto. Isto é um diamante. Dura a tua vida inteira.” 

Por fim, o Vinhas Velhas 2018. As uvas vêm de uma vinha com 97 anos e de outra com 107. Pisa a pé, vai à barrica dois anos e é engarrafado. “Estás a beber 42 castas. Tomavas banho neste vinho.” Parece simples, mas nem tanto. Aliás, a forma como o vinho é produzido mudou em 2011. Antes, fazia-se a colheita de modo tradicional, como se fazia para o Vinho do Porto. Mas o enólogo da casa, o “muito amigo Jorge Moreira”, queixava-se. 

O Jorge lixava-me a cabeça. Vinham umas uvas maduras demais, outras de menos. Eu dizia-lhe. ‘Ó Jorge, é uma vinha velha, com 42 variedades. Queres fazer 42 vindimas?! Não podes.’ No ano seguinte, a mesma coisa. Às 9.30 já estava ele a ligar com as mesmas queixas.” 

Em 2011, no entanto, tudo mudou. 

Estava a ver um filme com o meu filho, o Ratatouille — vi umas cinco vezes — e a pensar: amanhã, o Jorge vai ligar-me e vai fazer a mesma pergunta e eu vou dar a mesma resposta. Ora, nesse instante, aparece o filha da mãe do sacana do rato a descrever a comida. Já eram umas 11 da noite, e eu lembrei-me: mas porque é que as mulheres não provam as uvas? Vindimam e provam. As que não estiverem boas, doces, não apanham. As que não estiverem maduras, apanham depois, numa segunda colheita, cinco a dez dias depois. A partir daí, criei um grupo de 12 mulheres para essa vindima. Porquê mulheres? Porque sabem cozinhar e provar a uva“.

O resultado é aquilo que Álvaro considera um “vinho perfeito”, com “cheiro a bosque, fruta de outono, preta, complexa, mas com tanino vegetal”. Eis um vinho com natureza dentro, cheio de ingredientes. “Não é um vinho aborrecido, não te sentes cheio.” Para Álvaro, é um exemplo de um vinho que dura uma vida. Uma dessas garrafas raras em que bebemos as plantas. Um vinho de um lugar especial, de um caldeirão de luz onde há duas estações bem vincadas, 650 milímetros de pluviosidade por ano (no período de julhos a agosto têm por vezes semanas sem qualquer precipitação e temperaturas máximas superiores a 40ºC). e solos xistosos e permeáveis onde raízes chupam humidade e pequenas sanduíches gourmet de nutrientes nos interstícios apertados da rocha — “não banquetes” —, a cinco ou dez metros de profundidade. Um vinho desse “oásis” que é o Douro.

Voltemos àquela noite de 2012. Àquela pergunta sacramental, para quem faz vinho. O que estava naquela garrafa. Seriam uvas? 

Um dia, um tipo disse-me: ‘Devias parar com isso das plantas, deves saber é de videiras.’ Eu disse-lhe: ‘Eu não quero isso.’ Para perceberes um vinho com 150 anos, tens de saber sobre o comportamento individual de uma planta, que é a vinha. Mas não vais saber se não compreenderes a dinâmica de uma planta viver nestas circunstâncias, de uma forma natural. Tens de compreender isso para entenderes melhor as castas nativas e para fazeres vinhos de grande longevidade e singularidade.


Ricardo Dias Felner
Escritor e Jornalista

 

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