Três vinhos brancos de luxo

A experimentar

Três vinhos admiráveis produzidos na Adega do Vulcão, na Quinta da Alorna e na Maison Krug. A opinião do crítico gastronómico da VISÃO Se7e, Manuel Gonçalves da Silva.

Há vinhos exclusivos e com identidade bem vincada, como sucede com o Ameixâmbar e o Pé do Monte Reserva, da Adega do Vulcão, nos Açores, produzidos com uvas de vinhas plantadas em solos peculiares: o chão de areias e cinzas que o vulcão dos Capelinhos depositou na ilha do Faial, em 1957; e a escoada lávica da ilha do Pico a que chamam “lajido”. Além disso, estão à vista e sob permanente influência do mar. A esta singularidade dos terroirs junta-se a das castas autóctones: Arinto dos Açores e Terrantez do Pico, no Ameixâmbar; Arinto dos Açores, Verdelho e Terrantez do Pico, no Pé do Monte Reserva. O projeto é de Cinzia Caiazzo e Gianni Mancassola, um casal italiano que, em 2008, foi viver para o Faial. Em 2015, transformou o seu jardim com vista para o mar em vinha, à qual foi juntando parcelas contíguas, até perfazer sete hectares (a única vinha do Faial); e, em 2017, adquiriu três hectares de vinhas velhas no Lajido da Criação Velha e uma adega em S. Mateus, no Pico. Cinzia e Gianni apresentam, agora, vinhos de que se orgulham. São excelentes.

Personalidade não falta, também, ao mais recente lançamento da Quinta da Alorna no segmento premium: Reserva das Pedras, branco e tinto. São monocastas, o branco de Fernão Pires e o tinto de Castelão, ambas icónicas da Região do Tejo. As uvas provêm de vinhas plantadas em 1986, na zona da charneca, preservada para respeitar a história da Quinta da Alorna. Apresentam, ambos, perfil elegante, frescura e sabor. Vinhos para desfrutar.

Continue a ler o artigo em Visão.

Últimas