Chef Marlene Vieira serve os pratos da sua vida num jantar exclusivo

A experimentar

A chef do restaurante Zunzum e Marlene, em Lisboa, vai cozinhar os seus pratos mais marcantes. O evento, com curadoria de The Collection by Observador Lifestyle, acontece a 2 de junho.

Os bilhetes para dia 2 de junho estão disponíveis acedendo a este link.

O evento

“O Prato da Minha Vida” é um evento que desafia chefs a viajarem pelas suas memórias para servirem menus com os pratos que mais os marcaram – seja o melhor prato que já provaram, a receita favorita da avó, ou a primeira criação que alcançou grande sucesso. Trata-se de uma refeição única, criada de propósito para a ocasião. Esta é a terceira edição de um evento que tem curadoria do Observador Lifestyle e venda exclusiva no site The Collection, a plataforma criada pela mesma equipa, dedicada ao melhor da criatividade nacional. Na estreia, desafiámos Leopoldo Calhau a preparar os pratos da sua vida. Seguiu-se Bruno Caseiro. E agora é a vez de Marlene Vieira.

O Prato da Minha Vida Marlene Vieira

A chef

Com 12 anos apenas pediu aos pais para que a deixassem trabalhar num restaurante perto de casa, na Maia. Era para ser só um pequeno trabalho de verão, mas a experiência acabaria por moldar a sua vida e hoje, passados 30 anos, Marlene Vieira é um dos nomes incontornáveis da gastronomia portuguesa – e não é de agora.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Depois de se formar pela Escola de Hotelaria de Santa Maria da Feira, a chef começou a sua carreira profissional num hotel de charme em Vila do Conde. O passo seguinte veio ano e meio mais tarde e levou-a a mudar-se de armas e bagagens até Nova Iorque, em 2001 – na ressaca do 11 de setembro. Do lado de lá do Atlântico ficou, a confeccionar pratos portugueses num restaurante chamado Alfama, e, nos tempos livres, a descobrir os encantos da gulosa gastronomia americana.

O regresso a Portugal, passados dois anos, quando a saudade bateu, levou-a a trabalhar em hotéis de cinco estrelas e a tentar levar avante a cozinha portuguesa de autor. Uns anos mais tarde, rendeu-se às esferificações e espumas – era a época em que a cozinha molecular do espanhol Ferran Adriá dominava a vanguarda da gastronomia. Nesse período dividiu cozinhas com chefs como Luís Baena (Manifesto, em Lisboa) e Vítor Claro (Degusto, em Matosinhos). Procurou sempre aprender, ao mesmo tempo que distribuía saber dando aulas e formando as novas gerações de cozinheiros e chefs.

Mas a ideia, desde o início, era lançar-se em nome próprio, o que viria a acontecer em 2012 no Avenue, então um novo restaurante na Avenida da Liberdade sob a batuta gastronómica de Marlene Vieira, com uma proposta entre o fine dining e a comida sofisticada. E antes, em 2009, vencera o concurso Chef Cozinheiro do Ano com uma receita de cabidela de pato-mudo. Detalhe: foi a primeira vez que participou.

Neste momento é dela um dos restaurantes mais populares do food court do Mercado da Ribeira, onde a chef está desde a inauguração, em 2014. E nem uma pandemia a impediu de abrir um novo espaço, o Zunzum Gastrobar, no Terminal Internacional de Cruzeiros de Lisboa, onde acaba de inaugurar um projeto de fine dining que a poderá levar às estrelas (Michelin, entenda-se). Chama-se Marlene, – assim mesmo, com vírgula.

Chef Marlene Vieira

Chef Marlene Vieira.

O restaurante

A funcionar apenas ao jantar e com dois menus de degustação à escolha, o novo restaurante da chef Marlene Vieira, que abriu a 6 de abril, moderniza o receituário português através de técnicas contemporâneas, evidenciando os produtos de época e sempre com uma proposta de sustentabilidade. No mesmo edifício à beira-rio fica o Zunzum Gastrobar, que nestes dois anos serviu de laboratório para que Marlene pudesse afinar o conceito do seu restaurante de fine dining. Agora que esse já abriu, o Zunzum vai aproximar-se mais de uma ideia de marisqueira moderna, com peixes e mariscos portugueses.

Zunzum Gastrobar Restaurante Marlene Vieira Lisboa

Restaurante ZunZum Gastrobar, local do próximo evento “O Prato da Minha Vida” com Marlene Vieira.

Continue a ler o artigo em Observador.

Últimas