Adega Mãe com novas colheitas incluindo um top Pinot Noir

A experimentar

É nas vinhas da Adega Mãe, a cerca de 10 quilómetros do mar, num terroir de brancos, que a variedade Pinot Noir ganhou expressão e deu origem a um vinho especial. Um tinto que se apresenta com uma vincada frescura atlântica; e que reforça a nova categoria de vinhos de parcela deste produtor de referência da região de Lisboa, em Torres Vedras.

A Adega Mãe acaba de lançar no mercado o Tinto Atlântico 2020, um vinho fresco e elegante da casta Pinot Noir.  Nas vinhas, onde as castas brancas são rainhas, foi implementada também, em 2012, uma única casta tinta, Pinot Noir, numa parcela orientada a nascente. Conhecida por se adaptar a ambientes mais frescos, a casta foi sujeita a vários testes de vinificação, até que finalmente o enólogo Diogo Lopes decidiu que estava na hora de dar a conhecer a qualidade e o caracter deste vinho. «Todo o processo de vinificação visou potenciar a elegância e frescura que a Pinot Noir demonstra por natureza. Os cachos foram incorporados inteiros no início da fermentação, numa curtimenta tradicional, interrompida ao final de três dias. Aí, o vinho foi drenado para barricas usadas. A extração foi menor e assim apurámos a fruta jovem característica da casta e o perfil de acidez e frescura, tudo num registo muito equilibrado. É um tinto de taninos finíssimos, sedutor, elegante, que sugere até ser bebido a uma temperatura mais fresca», explica o enólogo Diogo Lopes.

De cor vermelha suave, é um Pinot Noir perfumado, marcado por notas florais, fruta vermelha e um toque de especiaria. Na boca é frutado, envolvente, suave mas com boa presença, excelente acidez e final persistente. Foram produzidas 7.000 garrafas deste novo tinto Atlântico, já disponível no mercado.

 

O artigo foi publicado originalmente em Maria João de Almeida.

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