Bons vinhos: Ainda há motivos para sorrir

A experimentar

Três vinhos com preço abaixo e qualidade (muito) acima da média. A opinião do crítico gastronómico da VISÃO Se7e, Manuel Gonçalves da Silva.

Valham-nos os bons vinhos para alegrar este tempo adverso que infunde medos com as alterações climáticas e espalha sofrimentos com a guerra. É reconfortante saber que os vinhos tranquilos portugueses são realmente bons, aliando a originalidade e o caráter, que sempre lhes foram reconhecidos, a uma qualidade consistente que, até finais do século passado, não tiveram. Por isso, não se vendiam no exterior, a não ser a um preço baixo, e só nos últimos anos começaram a dar nas vistas pela qualidade. Eles estão bem e recomendam-se, mas não estão isentos de problemas, uns relacionados com a viticultura, por causa das alterações climáticas, outros relativos à comercialização, devido à retração dos mercados, em consequência da guerra. Garantida é a qualidade, que se revela nos vinhos aqui apresentados.

Sob a designação Três Reis Magnuns, a Lima Mayer lançou no mercado três vinhos tintos em garrafas de 1,5l (formato Magnum): Subsídio 2018, Lima Mayer 2017 e 2 Tintos 2016. Trata-se de uma empresa familiar, sediada na histórica Quinta de São Sebastião, em Monforte, no Alto Alentejo, onde iniciou a produção de vinho em 2003. O Lima Mayer Tinto 2017 é um vinho personalizado e sedutor, com apurado sentido gastronómico.

Também histórica é a quinta Dona Matilde, no Douro, propriedade, vai já para um século, da família de Manuel Ângelo Barros. Todos os vinhos da quinta são de mistura de castas, o que é “uma marca de identidade” e que, agora, consta do rótulo do Dona Matilde, através da expressão inglesa “Field Blend”. Não se trata de um capricho, antes do reconhecimento de que os vinhos ganham, deste modo, “mais complexidade e qualidade”.

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