Outro nome, o mesmo vinho: Churchill’s Estates virou Grafite

A experimentar

Mudou a imagem, mas não o espírito dos vinhos Churchill’s. O Esporão Colheita mostra a habitual compostura; e o Lacrau Rosé continua atrativo e polivalente. A opinião do crítico gastronómico da VISÃO Se7e, Manuel Gonçalves da Silva.

Para assinalar a entrada na quinta década, a Churchill’s – empresa criada pelo enólogo Johnny Graham, em 1981 – apresentou os vinhos do Porto e do Douro com nova imagem, em que se conjuga uma estética “irreverente e original” com os conceitos de beleza e de minimalismo. No caso dos vinhos do Douro, a renovação incluiu também uma mudança de nome: o Churchill’s Estate passou a ser Grafite. Subjacente a estas novidades, está a filosofia de intervenção mínima e de respeito pelo terroir, a qual inspira os vinhos da Churchill’s, nomeadamente os Grafite que acabam de chegar ao mercado. Damos como exemplo o vinho branco Grafite 2020, que honra, com a frescura, elegância e firmeza, a terra que o produz. (Nota: Johnny representa a sexta geração da família que fundou a empresa Graham’s, em 1820, e que a vendeu à Symington, em 1970; não obstante, a sua vida profissional esteve sempre ligada ao vinho do Porto. Em 1981, ele e a mulher, Caroline Churchill, decidiram criar a própria empresa de vinho do Porto; não podendo chamar-lhe Graham’s, optaram por Churchill’s, e tudo correu muito bem, até hoje. Johnny é uma figura carismática do Douro e dele aqui falaremos, um dia destes.)

Certificadas em modo de produção biológica, as vinhas da Herdade do Esporão distribuem-se por uma área imensa, com grande variedade de castas. É daí que vem o Esporão Colheita Tinto 2020, feito à base de Touriga-Nacional, Aragonez, Touriga-Franca, Cabernet Sauvignon, Alicante Bouschet e outras castas, que lhe dão uma pureza, uma intensidade de fruta e um equilíbrio assinaláveis.

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