Frigo de Alana Mostachio

A experimentar

Frigo de Alana Mostachio

Na família de Alana Mostachio, a comida sempre foi o motivo da festa. Dessa forma não é de estranhar que, depois do curso de nutrição, tenha decidido abandonar a profissão e seguir uma carreira na gastronomia. Natural do Paraná, no Brasil, chegou a Portugal em 2015. Passou por vários restaurantes, até que em 2019 fez um curso de fermentação e de aperfeiçoamento de técnicas no Basque Culinary Center, em San Sebastián. Actualmente, chefia a cozinha do VdB Bistronomie, um restaurante em Alfama, Lisboa, com uma cozinha criativa em que as fermentações são algumas das estrelas do cardápio.

Qual é o prato que não se importa de comer todos os dias?

Um bom borrego, assim de qualquer forma, mesmo. É das carnes que mais gosto. Quando chego num restaurante, se tiver borrego na carta nem olho para os outros pratos. Seja ensopado, assado, um arroz de borrego. Arroz de pato também, mas não seria um prato sem o qual viveria.

E o restaurante escolhido para ir jantar fora?

Qualquer tipo de restaurante? Gosto muito de ir na Comida Independente, assim para uma coisa mais descontraída, para tomar um vinho, um queijo. Outra opção seria o Velho Eurico. São esses dois que me vêm à cabeça.

Que vinho escolheria para abrir num jantar em casa?

O Ag.hora, é uma parceria entre jovens produtores de vinho georgianos com a Soalheiro. É natural, e é bem interessante a sua oxidação.

Por fim, qual foi o produto que mais gostou de conhecer em Portugal?

O que mais me encantou foi o porco. No Brasil come-se muita carne de porco, mas não é como aqui. A diferença na qualidade da carne nota-se. Até mesmo pela variedade: o malhado de Alcobaça, o porco preto, o bísaro. A forma como é tratado faz com que tenha sido o produto que mais me chamou a atenção.

Fotografia: Manuel Manso

Produtos no frigorífico:

Flor de grelos

“Faço umas alcaparras e pode-se substituir pela alcaparra comum”, explica. “É menos salgada e pode ser usada numa salada, para finalizar com uma carne, um bife por exemplo.”

Coalhada

“É uma coisa muito fácil de se fazer. Começa-se com leite, tem uma temperatura controlada de 35 ºC, deixa-se fermentar em temperatura ambiente até coalhar, mais ou menos de um dia para o outro.” Ou pode-se fazer de forma mais simples, com um iogurte cru. Alana come-a com mel ou fruta, ou usa-a para bater e fazer iogurte. “Pode substituir um queijo creme, a mima vai com tudo”, brinca.

Banha de porco misturada com miso

Usa-a para refogados ou para temperar carne. “Até no pão fica gostoso”, assegura.

Queijo Chèvre Prata de Mel

O queijo de cabra da Prata de Mel é um dos preferidos de Alana. “Quando encomendo para o restaurante, compro logo para mim.” Usa-o no VdB para fazer um gelado com doce de abóbora e pólen.

 

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