A leveza dos bons vinhos

A experimentar

Um tinto e dois brancos a transbordarem de aromas e frescura que lhes dão qualidade e caráter. A opinião do crítico gastronómico da VISÃO Se7e, Manuel Gonçalves da Silva.

A Quinta do Crasto apresentou, há escassos meses, um tinto elegante e original, que merece destaque: Crasto Altitude 430, Douro, 2019. É um vinho verdadeiramente singular, feito com base numa casta portuguesa pouco conhecida, a Tinta-Francisca, com um complemento de Touriga-Nacional; com uvas de vinhas de altitude, à cota de 430 metros; e com vinificação diferente dos outros vinhos da Quinta do Crasto, pois a fermentação começa em cubas de inox, com breve maceração pelicular e extração muito ligeira, e termina em barricas de carvalho. O protagonismo dado à Tinta-Francisca, casta pouco conhecida, surpreende certamente quem não souber o que ela tem para dar em expressão aromática, frescura, leveza e estrutura, quando cultivada em altitude. Demonstra-o este vinho tão diferente e apetecível.

A propósito de vinhos especiais e agradáveis, provem-se estes dois brancos: Dona Maria Amantis Reserva Viognier 2019 e Morgado de Bucelas Arinto 2020, que acabam de ser lançados no mercado. São dois monocastas com características muito distintas, ambos personalizados e agradáveis.

O Dona Maria Amantis Reserva tem assinatura do produtor Júlio Bastos, alentejano de Estremoz, senhor da Quinta Dona Maria, ou Quinta do Carmo, como se tornou mais conhecida pela excelência dos seus vinhos. Só Viognier, com a fragrância e a personalidade características da casta, insinua-se para a mesa com volúpia.

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