10 restaurantes chineses para comer como um tigre

A experimentar

Pelas suas contas, Ricardo Dias Felner, jornalista e crítico gastronómico, fará cerca de 100 refeições de comida chinesa por ano. Eis os seus restaurantes favoritos, na Grande Lisboa.

Para sopa de noodles

Noodles Delight
Esta sopa ancestral, que está na origem do ramen japonês, tem neste balcão à entrada do Mercado Oriental, no Martim Moniz, um dos seus melhores exemplos. Podemos ver, ao vivo e a cores, como se faz “esparguete” só com as mãos.

Fotografia: Noodles Delight Facebook

1º andar da “Sofia”
Na porta ao lado do supermercado Hua Ta Li, também no Martim Moniz, sobe ao primeiro andar e entra num apartamento. Passa a primeira salinha e encontra a sala principal, com janelas para a praça. A sopa de noodles com entrecosto é obrigatória. Não se esqueça dos toppings de pickles de couve e do picante da casa. 

Panda Cantina
Eis um restaurante inteiramente dedicado ao ramen chinês da região de Sichuan, com massa caseira e caldo de raiz, mas em ambiente de cidade europeia cosmopolita (não fosse o dono um artista chinês, com passagem por Berlim). Se for afoito, arrisque-se no nível 4 de picante, se não for, fique-se pelo nível 2.

 

Fotografia: Panda Cantina Facebook

Para chinês chique

Estoril Mandarim
Há de tudo um pouco, incluindo sopas de ninho de andorinha por 75€, mas o restaurante do Casino do Estoril continua a ser obrigatório para quem quer experimentar a alta cozinha chinesa, com uma carta extensíssima e uma sala de decoração clássica incomparável.

 

Fotografia: Casino Estoril Instagram

Para cozinha de Sichuan

The Old House
Aberto em 2015, é um avião vindo directamente de Chengdu, na região de Sichuan, que aterrou no Parque das Nações. É claro que pode e deve experimentar os pratos mais picantes da carta, típicos da zona, como o potentíssimo mao cai, mas também há opções para quem não está treinado na capsaicina, nem nas famosas pimentas de Sichuan. 

Chuan Yué
No lugar onde viveu o Dragão d’Oiro está o enorme Chuan Yué, dois andares onde se pode comer o melhor de Sichuan e não só. Obrigatória a carne de porco cozinhada duas vezes, o frango à Sichuan, o borrego com cominhos e o clássico tofu à mapo. 

Fotografia: Chuan Yue Facebook

Para dim sum de Cantão

Grande Palácio Hong Kong
É o grande timoneiro da restauração chinesa em Lisboa, o veterano, o primeiro a insistir numa cozinha tradicional sem concessões. A consistência impressiona, mesmo passados tantos anos, tal como a extensão das possibilidades. Um clássico.


Macau Dim Sum
A marca tem dois restaurantes, mas eu continuo a preferir o primeiro de todos, em Oeiras, ao de Campolide, em Lisboa. É tudo bom, do pato assado aos noodles, ainda que a especialidade sejam os dumplings, os raviólis feitos na casa. Não deixe de provar os rolos de farinha, simples ou com gambas, bem como a sopa ácida picante. 


Para take away

Tasty Noodles
Começou como um restaurante chinês convencional, com uma sala enorme, mas durante a pandemia especializou-se no takeaway e hoje é um tigre das entregas. Não perca o ramen de vaca picante e os raviólis de carne na chapa. 


Para cozinha de Wenzhou

Mi dai
No número 7 da Calçada da Mouraria está um dos meus restaurantes preferidos. É tudo o que o seu restaurante chinês de bairro não é. Não há folclore, nem cadeiras plastificadas, só o mínimo essencial, razão pela qual também lhe chamam cantina chinesa. É da vitrina que se escolhe, apontando para os ingredientes desejados, onde predominam legumes frescos e produtos do mar, não fosse Wenzhou uma cidade costeira. 


Ricardo Dias Felner
Escritor e Jornalista

 

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