Os novos mercados, a aldeia global e impacto da guerra nos vinhos portugueses

A experimentar

O crítico de vinhos João Paulo Martins considera que “de repente ficamos a saber tudo”

Escrevo nos dias difíceis que todos julgávamos impensáveis. Neste ambiente de incerteza, acabamos por descobrir que vivemos de facto numa aldeia global em que todos dependemos de todos. Desde as trocas comerciais, o acesso às matérias-primas, minério, combustíveis e bens alimentares, ficamos a saber que ninguém vive isolado. E é nestes momentos em que se fala de sanções que percebemos que muitos terão muito a perder e pouco ou nada a ganhar.

No caso português, e no sector do vinho em particular, a Rússia tornou-se um mercado muito interessante para os produtores nacionais. Recordo que a entrada nesse mercado, bem como no dos outros ex-“países de Leste”, foi sobretudo uma consequência do desmembramento da União Soviética que se operou a partir de 1991. Nesse esforço de alargamento, as instituições vocacionadas para a promoção, como a Viniportugal e a CAP, apontaram para novos mercados onde fosse possível fazer entrar os nossos vinhos. Além destes, também a China foi alvo importante, tido como campo a explorar. (…).

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