Em louvor dos vinhos portugueses: Há de tudo e do melhor

A experimentar

Suspeitas sobre vinho do Porto não passam disso e não ofuscam o brilho dos vinhos portugueses. A opinião do crítico gastronómico da VISÃO Se7e, Manuel Gonçalves da Silva

Causaram perplexidade as conclusões de um estudo da Universidade de Groningen, na Holanda, sobre alguns vinhos do Porto, por revelarem que nem todos tinham a idade indicada no respetivo rótulo. O Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) e a Associação de Empresas do Vinho do Porto vieram logo refutar tais conclusões e garantir a qualidade e genuinidade dos seus vinhos. Mas ficaram dúvidas no ar. Os vinhos do Porto com indicação de idade – 10, 20, 30 e 40 anos – são vinhos de lote com diferentes idades, cuja média corresponde à indicada nos respetivos rótulos. Assim se diz, pelo menos. Mas o critério legalmente estabelecido para a classificação desses vinhos por parte da Câmara de Provadores do IVDP, que é a entidade competente, atende a outros fatores: cada categoria de vinhos deverá obedecer a um estilo que o setor reconhece e que a história regista, como o seu perfil próprio e as suas características de cor, de aroma e de sabor. Por exemplo, um Porto 10 Anos tem de ter o “estilo de 10 Anos”, que conta mais do que a idade dos vinhos que entram no respetivo lote. Não sendo modelo de objetividade, o critério pode ser questionado, mas não permite falar de falsificação e muito menos duvidar da qualidade e autenticidade dos vinhos do Porto com indicação de idade. Clarificação de conceitos é o que faz falta.

Continue a ler o artigo em Visão.

Últimas