Projeto solidário no Porto com “empregabilidade alta” na restauração

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Os cursos de formação de cozinheiros e empregados de mesa promovidos no âmbito do projeto solidário “Dar sentido à vida” não pararam com a chegada da pandemia e, assegurou à Lusa a coordenadora, “têm empregabilidade alta” no Porto.
Luísa Neves, membro da direção da associação Serviço de Assistência Organizações de Maria (SAOM) e responsável do projeto nascido em agosto de 2006, disse em entrevista à Lusa manter a formação — apenas interrompida quando o país confinou em 2020 e 2021 — justificando-o pelo facto de “haver entre 10 e 12 mil vagas na restauração e hotelaria por preencher devido a não haver gente qualificada”.

“Neste momento, e estamos em época baixa, não estou a ter facilidades em arranjar pessoas para o que vem depois, que é a março, a abertura das esplanadas, a chegada dos turistas”, disse numa alusão aos dois restaurantes que aquela instituição de solidariedade social tem no Porto e cujas receitas revertem para o projeto.

Sobre o grau de empregabilidade dos cursos, Luísa Neves citou como exemplo a “última turma de cozinheiros, que foi para estágio no fim de novembro de 2021, em que só não ficou a trabalhar quem não quis, porque os cozinheiros, para além do setor da restauração tradicional têm, também, outras procuras, por exemplo a restauração coletiva, como cantinas”.

“Se questionarem uma técnica do centro de emprego, a resposta será que não é fácil encontrar um cozinheiro”, vincou, ainda que admita que “fruto de uma maior exigência, quem emprega queira pessoas cada vez mais qualificadas”.

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