Riesling a uva que cheira a petróleo

A experimentar

Haverá poucos descritores aromáticos dos vinhos que geram tanta discórdia como o aroma a “petróleo” ou a “querosene”. É nos vinhos da casta Riesling onde se aplica geralmente esse descritor.

Mas afinal, esse aroma a “querosene” /”petróleo” sente-se realmente? A resposta é sim!

O responsável é um composto aromático chamado – 1,1,6-Trimethyl-1,2-dihydronaphthalene-, TDN para abreviar. É o que pode dar o aroma semelhante ao querosene nos vinhos.

É a grande quantidade de carotenoides nas uvas Riesling que levam a níveis mais altos de TDN no vinho final. E no processo de envelhecimento em garrafa, os vinhos de Riesling podem apresentar níveis até seis vezes mais do que outras variedades.

De longe, o fator mais estudado e aceite para o desenvolvimento de TDN é a exposição solar. Vários estudos científicos mostraram que concentrações mais elevadas de TDN e seus precursores são encontradas em vinhos feitos de uvas expostas ao sol.

Este aumento na concentração relacionada com a exposição ao sol, provavelmente, ocorre devido aos carotenóides ajudarem o tecido da uva a se proteger da luz ultravioleta.

Hoje em dia, o TDN é uma grande preocupação para os produtores de vinho na Alemanha, pois têm vivido verões mais quentes e secos. Alguns têm experimentado diferentes abordagens na operação de desfolha como forma de diminuir o risco de TDN, com o qual estão muito preocupados. Passaram a desfolhar por etapas, faseadamente. Deixam ficar algumas folhas externas como uma espécie de guarda-chuva, e retiram apenas as folhas internas, para criar fluxo de ar, mantendo alguma sombra.

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