As certezas do futuro da mesa portuguesa

A experimentar

Não são novatos e, à exceção de um, não são propriamente novos. Mas estes quatro chefs dão esperança de que o futuro da mesa portuguesa tem sabor e qualidade.

São quatro chefs que são já uma certeza e que, no futuro, poderão ser as grandes estrelas do setor em Portugal. Ana Moura, Rui Silvestre, Aurora Goy e Luís Gaspar são apontados pelos mais veteranos como a garantia de que a mesa portuguesa está em boas mãos.

Dois homens e duas mulheres, para quebrar aquela ideia feita de que eles são melhores que elas a gerir e a fazer uma cozinha. Mas a verdade é que dos quatro, só um homem, Rui Silvestre, já conta com uma estrela Michelin. “Para além de ser um dos mais jovens chefs portugueses a receber uma estrela Michelin, há dois anos no restaurante Vistas, no Algarve, é um chef muito meticuloso, estuda muito”, diz Sá Pessoa, que o elege como um dos nomes com futuro, tendo já provas dadas no panorama da gastronomia nacional.

Natural de Valongo, com infância passada no Algarve, Rui Silvestre, 35 anos, passou sete anos em restaurantes suíços, húngaros e franceses, com destaque para o Le Castellet de Christophe Bacquié, com três estrelas Michelin. “É uma certeza já, mas é um dos chefs que acredito que irá longe”, acrescenta Sá Pessoa, chef com duas estrelas Michelin no seu restaurante Alma, em Lisboa, acerca do amigo com quem já cozinhou em vários festivais e com quem já trabalhou, não num restaurante mas numa parceria que ambos fizeram na TAP.

Quanto às mulheres, também sem hesitar, Sá Pessoa destaca Ana Moura, 36 anos. “É uma chef com mundo”, resume acerca desta chef, que em maio rumou a Porto Covo, terra da família materna onde costumava passar férias na infância, para abrir o restaurante Lamelas. “É uma chef com um trabalho muito interessante, em projetos anteriores podia ter sido a primeira mulher a ganhar uma estrela Michelin, na atualidade, não aconteceu na altura mas no futuro, pode acontecer”, sublinha Sá Pessoa, sem dúvidas de que é um nome com muito futuro “para lá da certeza que já é”.

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