Dois dias na ilha Terceira e um restaurante que vale a viagem

A experimentar

Procurar os melhores produtos, produtores e fornecedores e devolver o resultado a uma mesa contemporânea comprometida com o passado e história da ilha: a missão é de Vítor Sobral que abriu recentemente a Oficina da Esquina, em Angra do Heroísmo. Uma viagem pelos aromas, sabores e paisagens da Terceira, uma ilha que gosta de conviver e celebrar.

A nova aventura de Vítor Sobral na ilha Terceira chama-se Oficina da Esquina e fica no piso térreo do hotel The Shipyard, também inaugurado este ano. Ambos resultam de sonhos antigos que se concretizam, celebrando em simultâneo os encantos da ilha. É este o ponto de partida para descobrir a cidade Património Mundial da Unesco, das mercearias antigas ao mercado, e estrada fora, dos peixes abundantes ao verde e azul intensos com tantos motivos e locais para parar, mergulhar, caminhar e desfrutar.

Peixe marinado ctrico, um dos imperdíveis da Oficina da Esquina
ANTONIOARAUJO

Os melhores produtos, intervenção mínima
Há mais de 25 anos que o chef, proprietário de diversos restaurantes do lado de lá e cá do Atlântico, visita a terceira. Primeiro em trabalho, depois pela paixão que foi crescendo pela ilha, para férias e mergulhos na água temperada. O sonho de abrir um espaço onde pudesse trabalhar os abundantes produtos locais concretizou-se em 2021 com a abertura da Oficina da Esquina, onde ligação à terra é uma constante em todos os momentos da refeição. Os produtos da ilha, onde nos últimos 10 anos o chef vem “todos os anos, às vezes só para nadar (quando entrarem na água vão perceber)”, assegura, “são incríveis”. Do queijo fresco de cabra à manteiga de integra o couvert, da “carne boa” ao “peixe maravilhoso” também os enchidos, o tomate e a batata integram a lista de preferências, encimada pelos prediletos queijo e peixe.

À mesa desta Oficina, onde o trabalho da cozinha passa essencialmente por abrilhantar a qualidade natural dos ingredientes – quase na totalidade locais – não deixe de provar os fixos da carta, a que se somam variações ao sabor das estações e disponibilidade de que dependem as sugestões do dia. “Uma das características que imprimo aos meus restaurantes é a possibilidade de fazer uma refeição só de petiscos”, explica Vítor Sobral, igualmente recomendada.

Chef Vítor Sobral em busca dos melhores produtos do mar, na peixaria Silveira

Com pratos que mudam diariamente conforme os produtos mais frescos, um menu de almoço e uma carta local e sazonal ao jantar, há pratos que tem mesmo de provar nesta oficina, onde os ingredientes da serra e dos mar são cuidados com mestria.

Nos fixos, conte com Sopa de peixe do mar dos Açores (€4), a Língua de vaca com tomatada (€9); o Peixe marinado cítrico (€14); o Atum salteado (€12); o Tártaro de novilho (€15); o Carpaccio de novilho com legumes marinados (€16), e a Morcela e chouriça de peles com maçã (€9).

Nos principais há sempre Atum corado, batata doce, e molho de gengibre e coco (€17); Polvo no forno com batata e tomate assado (€17); Bochechas de porco com batatas de cheiro e puré de couve (€13); Joelho de porco, puré de batata e legumes salteados (€15) e a Vazia com molho de manteiga e mostarda (€16).

Consoante a disponibilidade, a sugestão do dia pode incluir Sandes de peixe espada (Fish and chips à maneira do chef), poderá ser brindado com a singularidades das Cracas, a deliciosa e fresca Barriga de cherne, os suculentos Pastéis de milho com atum ou uns Carapauzinhos (aqui conhecidos como chicharros) envolvidos em polme e na companhia de açorda de tomate.

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