Frutos da paixão: Cada vinho, a sua história

A experimentar

Quando bem-feitos, os vinhos expressam não só o melhor das uvas mas também o desvelo de quem os cria. A opinião do crítico gastronómico da VISÃO Se7e, Manuel Gonçalves da Silva

A emoção que acompanha a prova de um vinho de grande qualidade fica na memória e redobra, quando esse vinho reaparece em posterior lançamento. Foi o que sucedeu com o Quinta do Monte d’Oiro Reserva Tinto 2011 Late Release, que evoluiu maravilhosamente, conforme prometia, e apresenta um requinte extraordinário. Criado por José Bento dos Santos, em 1997, o Quinta do Monte d’Oiro Reserva revelou-se um vinho especial, cujo prestígio se foi consolidando, colheita após colheita.

Em 2011, ano de excecional qualidade no País e na Quinta do Monte d’Oiro, a produção do Reserva Tinto cifrou-se em 24 mil garrafas, algumas das quais guardadas para apresentar mais tarde. Também no ano de 2011, a liderança do projeto vitivinícola criado José Bento dos Santos passou para o filho, Francisco. Ora, ao comemorar dez anos à frente da Quinta do Monte d’Oiro, Francisco Bento dos Santos decidiu lançar o tal vinho especial que estava guardado: 2011 garrafas para alegrar o mercado.

Entranhadamente familiar é o projeto Regateiro, de Casimiro Gomes, na Bairrada. Regateiro identifica uma família com ligação profunda à terra, à vinha e ao vinho da Bairrada. É em nome da sua família e com o intuito de homenagear os antepassados, por um lado, e de inspirar as gerações futuras, por outro, que Casimiro Gomes apresenta o Regateiro Raízes de Família. Trata-se de um vinho branco concebido para envelhecer na garrafa, “que é um dos grandes potenciais da Bairrada”, segundo o seu autor. Exclusivamente da casta Arinto, o vinho tem classe.

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