Crítica de Fernando Melo: Casa Nepalesa, em Lisboa

A experimentar

O chef Tanka Sapkota volta a surpreender com a renovada Casa Nepalesa, que estamos habituados a encontrar nas Avenidas Novas, junto à Gulbenkian. O passo em frente que acaba de dar traz a comida autêntica das suas raizes para bem perto das nossas casas. A visitar muitas vezes até ter provado mesmo tudo.

A grande novidade é a cordiceps sinensis, uma lagarta de 3 pares de patas dianteiras, 4 a meio e um na cauda, vive enterrada e transforma-se em fungo que se serve ralado como condimento de sopas e caldos. Elevado valor nutritivo, preço elevado e raridade são as principais características, da yarchagumba, a designação corrente em nepalês. A utilização é semelhante à da trufa branca na sua época e o preço pode ser até superior. É uma presença nova no matizado das cozinhas étnicas presentes em Portugal, e é também um sinal de aproximação entre, viajando milhares de quilómetros das terras místicas e de paz que orlam o Tibete até à mesa lusitana carregada de especialidades e tradições regionais.

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