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Em Valpaços prevê-se boa produção de castanha mas fungo preocupa

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Em Carrazedo de Montenegro, Valpaços, perspetiva-se uma “boa produção” de castanha, embora com “quebras pontuais” provocadas pelo fungo que atingiu alguns castanheiros, reforçam-se alertas pela falta de trabalhadores e prepara-se o regresso da feira.

É nesta zona, em plena Serra da Padrela, no distrito de Vila Real, que se situa a maior mancha de castanha judia da Europa, o fruto que é a principal fonte de rendimento para muitas famílias.

A apanha iniciou-se pela variedade híbrida, daqui a cerca de duas a três semanas será a judia e, depois da quebra verificada em 2020, este ano perspetiva-se uma “boa produção”.

“Até há uns dias as expectativas estavam muito em alta, achávamos que íamos ter um ano brutal de castanhas. As plantas estavam com um comportamento muito interessante”, afirmou hoje à agência Lusa Lino Sampaio, produtor e responsável pela associação Agrifuturo.

No entanto, segundo o responsável, vão verificar-se “situações pontuais de quebra de produção” provocadas por dois fungos – a septoriese e a mixofarela -, que afetaram a folha e o ouriço, respetivamente, do castanheiro.

“As folhas e os ouriços secam e pode implicar também consequências na produção”, explicou o técnico da Agrifuturo Jorge Espírito Santo.

Os fungos atingem a folha do castanheiro, que fica de cor acastanhada e rebordo amarelo, originando a sua queda antecipada, e atacam também o pedúnculo do ouriço, provocando a sua queda precoce e consequentemente a quebra de produção.

Este responsável referiu que estes fungos estão relacionados com os “nevoeiros fora de tempo”, ou seja, o verão mais fresco que se verificou no final de julho, início de agosto.

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