Rosés de sempre: Beber sem preconceitos

A experimentar

Vinhos para saborear em qualquer circunstância que peça frescura, seja qual for a época do ano. A opinião do crítico gastronómico da VISÃO Se7e, Manuel Gonçalves da Silva.

Eis-nos em setembro, mês que traz consigo a alegria das vindimas e a tristeza da despedida do verão. A propósito do fim do verão, justifica-se mais uma referência aos rosés, os quais, à parte a sua cor característica, mais ou menos rosada, são vinhos como os outros: leves, secos e frescos, uns; com volume, estrutura e complexidade assinaláveis, outros; aptos a cumprirem a função para que foram criados, todos eles, seja como bebida refrescante seja como bom parceiro da comida – ou de certas comidas, o que é comum, de resto, à generalidade dos vinhos. Mas o preconceito subsiste e não falta quem ainda associe os vinhos apenas ao verão, ao fresco da esplanada, ao sabor do petisco ou à refeição ligeira.

A verdade é que existe, hoje, em Portugal, uma variedade imensa de rosés de todas as regiões e com assinatura dos mais reputados enólogos. Vinhos para os bons momentos à comida e à bebida, como os que a seguir apresentamos. A Quinta de Soalheiro, grande produtora de Alvarinho com marcas conceituadíssimas no mercado, lançou um rosé que só não foi surpresa total porque toda a gente reconhece o seu espírito inovador. E fê-lo de acordo com o projeto de produzir “vinhos para beber com prazer”, baseados “na qualidade e na tendência para apreciar vinhos com um álcool mais moderado”. Ora, este Soalheiro Mineral Rosé “consegue ter persistência, devido ao Pinot Noir, e elegância, devido ao Alvarinho com um álcool moderado”, e está aí para demonstrá-lo.

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