Cerimonial de boa mesa. Um ponto discreto e improvável com tudo aquilo que pode tornar um restaurante memorável

A experimentar

A surpresa de uma descoberta que vai a caminho dos 48 anos de existência tem tanto de intrigante como de desafiante.

Quem chega a Fátima leva consigo uma série de circunstâncias e expectativas de índole pessoal que muitas vezes ultrapassam o peso religioso que o local transmite. Os compromissos que cada um assume ou com uma entidade superior transcendem a religiosidade e o ritualismo. À mesa também existem crenças, entre crédulos e incréus, acerca do passado, do presente e do futuro da cozinha portuguesa. Entre algum ceticismo com o fim dos bons restaurantes de antigamente e a ideia abstrata e nebulosa de que nada se compara com a comida de outros tempos, há locais que teimam em mostrar que a consistência do saber fazer de há muitos anos, sem deixar de atualizar algumas técnicas e pratos continua a atrair e fidelizar clientes.

A surpresa de uma descoberta que vai a caminho dos 48 anos de existência tem tanto de intrigante como de desafiante. O Rito é casa da família epónima e está placidamente instalado numa estrada secundária dos arredores de Ourém. Fixou-se como tasca despretensiosa na semana a seguir a 25 de abril de 74. Bacalhau frito ou pataniscas, espetada à Madeira, petingas e carapauzinhos, eram petiscos da época que hoje ainda marcam alguns dias da ementa.

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