O lado italiano do pescado chama-se Ernesto e fica no Algarve

A experimentar

Visão

Sónia Calheiros

À terceira foi de vez e Ernesto Giordano, 48 anos, trocou a sua Itália pelo nosso Algarve, encontrando muitas parecenças entre Vila Real de Santo António e Anzio, localidade costeira e piscatória a cerca de 60 quilómetros de Roma, onde sempre trabalhou como cozinheiro. Hoje, é o único na terra fronteiriça a comprar camarão vermelho, lagostins e lagosta que usa para a sua “cataplana”, preparada ao vapor e servida com legumes salteados e molho hollandaise, diferente das servidas nas marisqueiras e cervejarias portuguesas.

O restaurante Ernesto inaugurou em abril de 2019, com sala interior, esplanada na rua pedonal e comida com muita preparação prévia, mas sempre finalizada no momento da refeição. Expressivo e com personalidade, Ernesto está no Algarve acompanhado da sua mulher, Anna Maria Ciriaco, 49 anos, braço direito na gestão da casa e dos pedidos nas mesas. Tome nota, caro leitor: apesar de italiano, neste restaurante não se fazem pizzas nem lasanha nem carbonara com natas, e a massa não é um acompanhamento, como nas casas portuguesas. Aqui, a massa é fresca e pode ganhar a forma de fettuccine a que se junta a carne da bolonhesa (mais de cinco horas ao lume, num grande panelão) ou lula e creme de pistácio (€11,90).

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