Pacheca: Uma história por caminhos cruzados

A experimentar

Os novos proprietários da Quinta da Pacheca estão para ficar no vinho em Portugal. Após a aquisição dos Caminhos Cruzados, no Dão, criaram o Grupo Terras e Terroir, que haverá de se expandir no curto prazo a mais regiões do país.
No Douro operaram uma pequena revolução na histórica Pacheca, harmonizando o aumento de propostas de vinhos a experiências de enoturismo que têm encantado milhares de visitantes.

Para percebermos melhor a operação em Portugal temos que viajar até França. Maria do Céu Gonçalves é natural de Vila Real, mas aos dois anos acompanhou os pais na emigração para França; Paulo Pereira nasceu em Felgueiras e com a mesma idade conheceu destino semelhante. Após diferentes experiências profissionais, entre hotelaria e o ramo agro-alimentar, haveriam de fundar a Agribérica, em 1999, um gigante na comercialização de produtos alimentares portugueses na França, com um volume de negócios anual na ordem dos 60 milhões de euros. A sede está em Orléans, nas margens do rio Loire, cerca de 120 quilómetros de Paris.
Obviamente, o vinho é dos principais esteios da montra de produtos representados, com o consequente contacto e aproximação a diferentes produtores, de diversas regiões. O “bichinho” acabaria por nascer e ir crescendo com naturalidade, pelo que a aquisição de um projeto em Portugal tornou-se consequência previsível.

A Quinta da Pacheca é uma histórica propriedade duriense, em Lamego, margem esquerda do Douro, a Régua em frente. Consta que terá sido referida pela primeira vez num documento de abril de 1738, apresentada como Pacheca, uma forma feminina do sobrenome Pacheco por ser propriedade de uma senhora, D. Mariana Pacheco Pereira, “mulher imponente que cuidava sozinha do imóvel”. Mais tarde, em 1903, D. José Freire de Serpa Pimentel adquiriu a propriedade e deu início às obras de modernização da vinha e das estruturas da adega.

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