Guia Boa Cama Boa Mesa 2021 distingue resiliência de hotéis e restaurantes

A experimentar

Conheça algumas histórias de resiliência, exemplo de tantas outras contadas nas páginas do guia Boa Cama Boa Mesa 2021 que chega às bancas dia 18 de junho.

Ainda mal se percebia o que estava a acontecer quando Duarte Pinto, do Hotel Muchacho, em Macedo de Cavaleiros, arregaçou as mangas para ajudar. Num cenário de incerteza total, disponibilizou os 29 quartos do seu hotel para alojar médicos, enfermeiros, pessoal auxiliar e até pilotos, sem qualquer custo. Entretanto renovado, convocou para a obra o trabalho de artistas locais. Nos Açores, a arte foi levada ao quarto de cada hóspede sob a forma de concertos e exposições de fotografia. Ao meio encontrado pelo Azor Hotel, em Ponta Delgada, para apoiar os artistas da região soma-se a rápida adaptação do espaço: reabriu adequado a uma nova realidade, apostando em estadias de longa duração e com condições para o trabalho remoto. Distante na geografia mas próximo na atitude, 2020 marcava a renovação do Craveiral Farmhouse, em Odemira. Apanhado de surpresa pela pandemia, nunca chegou a encerrar, acolhendo profissionais de saúde e nómadas digitais, que procuraram a atmosfera rural e tranquila, com os 38 alojamentos espalhados pela propriedade de nove hectares; adaptou a restauração, apostando no take-away, uma forma de não deixar esmorecer a economia local, e ainda forneceu refeições a pessoas e famílias carenciadas.

Na área da hotelaria estes são apenas três exemplos de muitos capazes de revelar o lado mais solidário e audaz de quem teve de se reinventar de um dia para o outro. Muitos foram os que procuraram até ao limite conservar postos de trabalho e até serviram de inspiração, mantendo investimentos e focando-se em melhorias mesmo em tempos incertos. Outros tantos prontificaram-se no imediato para ajudar.

Foi o caso de Pedro Braga, jovem chef do restaurante Mito, no Porto, um dos muitos que arregaçou as mangas e organizou uma rede de apoio em colaboração com instituições locais. Habituadas a servir cerca de 120 refeições, não foi preciso muito tempo para terem de atender perto de 500 pedidos. Realidade semelhante motivou o Palace, em Viseu, que além de laborar para os profissionais de saúde da cidade, forneceu quem deixou de ter o que comer. Além disso, contratou para o seu restaurante, que também remodelou, no espaço e na carta, adaptando-se às exigências dos novos tempos.

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