O gigante que também é artesão

A experimentar

Em Leça do Balio, sede da antiga UNICER, agora renomeada Super Bock Group, respira-se, primeiro, história – 1890, data de fundação da empresa – e, depois, dinâmica e dimensão. O grupo é grande, todos o sabem, mas a visita da Revista de Vinhos tem por objetivo um pequeno núcleo de produção onde não são feitos grandes volumes. O mérito não é menor e o risco talvez possa ser até maior. Já lá vamos.

Quem vê por fora, uma unidade industrial de grande dimensão, junto à sempre muito movimentada Via Norte, não imagina que lá dentro exista até uma sala de barricas, numa Oficina da Cerveja. O capítulo artesanal trouxe esses novos instrumentos e trouxe, também, um desafio extra. “Começamos este projeto das barricas há cerca de três anos. Entretanto tivemos de aumentar para outra sala pelo aumento significativo do número de barricas”, começa por dizer Miguel Cancela, mestre cervejeiro da Super Bock. E o processo que envolve as barricas tem necessariamente semelhanças com o mundo do vinho, seja pela higienização destas, seja até pelos blends que depois são feitos até chegar ao produto final. “Temos barricas de carvalho francês e americano. Novas e usadas. Depois de colocada a cerveja nas barricas, temos um processo de estágio. Cada barrica tem um processo diferente. Depois cabe-nos ir testando ‘blends’ até conseguirmos obter um produto que consideramos dentro dos nossos padrões de qualidade”, descreve Cancela. E foi isso que aconteceu precisamente com a Super Bock Selecção 1927 Barrel Aged Premium Lager. “Lançamos no final do ano passado com um muito limitado número de garrafas que rapidamente esgotaram. Cerca de duas mil”, começa por explicar Tiago Brandão, diretor de Investigação & Desenvolvimento e Inovação.

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