Síria

A experimentar

O combate à chamada ‘interioridade’ é um desígnio assumido e propalado nos tempos mais recentes, considerado de grande importância para a coesão nacional, apesar de nem sempre cumprido… Porém, contra todas as intenções, há uma variedade de uva que diz presente – chama-se Síria, ou Roupeiro no Alentejo. Isto porque a implantação dos 5.431 ha. desta variedade branca em solo nacional (3% do total) dá-se, na esmagadora maioria, no interior, em territórios mais próximos da raia – para além do supracitado Alentejo, onde marca presença mais ampla, Beira Interior, Douro e Távora-Varosa são as regiões onde tem maior preponderância, mas pode ser encontrada ainda em Setúbal e Tejo.

Talvez pelo factor interioridade e consequente isolamento a que esteve votada, foi-lhe conferida ampla sinonímia regional: Alvadourão (Dão), Roupeiro Cachudo (Alentejo), Crato Branco (Algarve), Malvasia Grossa e Códega (Douro), Alva (Cova da Beira, Portalegre) ou Dona Branca (Bucelas) são alguns dos designativos reconhecidos.

A casta expressa quase como que uma dupla personalidade, quer se apresente em climas quentes de baixa altitude, como o Alentejo, ou em zonas mais altas e maiores amplitudes térmicas, como a Beira Interior. Diferenças nos solos, como o xisto duriense ou o granito das Beiras, influem igualmente no perfil dos vinhos que origina.

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