Olhe, cheire e saboreie: Há magia nos vinhos portugueses

A experimentar

Castas tintas portuguesas em evidência, quer atuando a solo, num branco e num tinto, quer em coro, num rosé. A opinião do crítico gastronómico da VISÃO Se7e, Manuel Gonçalves da Silva.

A Ervideira apresentou, há 12 anos, sob a marca Invisível, um branco de uvas tintas. O vinho não passou despercebido aos apreciadores e tornou-se um êxito. Há números que o comprovam: a primeira edição, de 2009, foi de nove mil garrafas; a última, de 2020, que está a chegar ao mercado, é de 80 mil; e a próxima irá ter um acréscimo de 13 500 garrafas, com uvas dos nove hectares de uma vinha recentemente plantada. Trata-se de um varietal de Aragonez, a casta que seduziu o enólogo Nelson Rolo com a sua polpa “incolor e aromática”, ideal para o “blanc de noir” que a empresa almejava. Chamar-lhe Invisível faz todo o sentido, por ser um vinho quase sem cor e por estar oculto numa garrafa escura. Quem sabe e gosta de vinho descobriu logo o Invisível, e a procura continua a exceder a oferta.

Monte Velho, marca do Esporão, é mais um caso de sucesso e numa dimensão quase gigantesca, com vendas que atingiram, em 2020, sete milhões e quatrocentas mil garrafas, distribuídas por 50 países. A designação, genuinamente alentejana, vem de um monte que ladeia a albufeira da Herdade do Esporão. Lançados em 1992, os vinhos Monte Velho branco e tinto foram concebidos para consumo diário, pretendendo-se personalizados, acessíveis e de qualidade. Surge, agora, o primeiro Monte Velho Rosé. Na linha dos anteriores Monte Velho branco e do tinto, o rosé resulta de um lote de castas tradicionais e tem perfil alentejano com carácter, versatilidade e aptidão gastronómica.

Continue a ler o artigo em Visão.

Últimas