Compre a sua vinha, faça o seu vinho

A experimentar

Cresce o número de projetos de enoturismo, por vezes com componente imobiliária associada, que permitem aos entusiastas deterem a sua própria vinha. Satisfazem anseios inatos – quem não gostaria de produzir o próprio vinho? – na escala do exequível, ultrapassando dificuldades impostas pela distância, logística ou apenas falta de tempo. Deixamos duas propostas, ambas a sul: Quinta dos Vales, no Algarve, e L’And Vineyards, no Alentejo.

QUINTA DOS VALES

A Quinta dos Vales, em Estombar, Lagoa, criou e desenvolveu o projeto The Winemaker Experience, com o objetivo de dar aos enófilos a possibilidade de comprar ou alugar uma vinha e fazer o seu próprio vinho, de forma prática. De momento existem 20 lotes de vinha, dos quais sete já foram vendidos para “wine lovers” belgas, suíços e americanos. Os participantes podem escolher um lote de vinhedo existente ou plantar novas vinhas em lotes virgens disponíveis (os preços variam entre 30.000€ e 60.000€, dependendo da casta e da localização do lote.

Segundo Karl Heinz Stock, mentor do projeto, “a única coisa que estou a fazer é dar às pessoas a mesma experiência que tive. Em 2006, era um amante do vinho, especificamente um amante dos vinhos do Algarve, e decidi que queria tornar-me viticultor. Assim, comprei uma vinha, construí uma adega, montei uma equipa e criei um negócio em torno da minha paixão. Este é o sonho de muitos amantes apaixonados do vinho, mas é um sonho que é incrivelmente difícil de realizar. Desde 2006, este tem sido o foco da minha vida profissional, e tem-me custado milhões e milhões para pôr em prática. Assim, ao montar este projeto eu sabia exatamente quem era o cliente alvo, a versão de 2006 de mim próprio”.

Em curso “desde a vindima de 2018”, está nos planos “a expansão considerável” que, no médio prazo, incluirá cerca de metade dos cerca de 25 ha. de vinhas para propriedade de terceiros. Isto significaria “aproximadamente 200 parcelas individuais de vinhas privadas, cada uma produzindo cerca de 300 garrafas de vinho por ano. Para a vindima de 2020 só tínhamos sete parcelas em propriedade de terceiros e, desde então, fechámos negócios para mais quatro parcelas”.

Continue a ler o artigo em Revista de Vinhos.

Últimas