Entre os prédios e o mar, Carcavelos também tem vinho

A experimentar

O vinho generoso que aqui nasce sempre fez parte do quarteto de luxo dos generosos portugueses, juntamente com Porto, Madeira e Moscatel de Setúbal. Fama antiga e prestígio internacional não foram suficientes para evitar o declínio. Entre as moléstias da vinha e o avanço do betão, a região esteve à beira do fim. Felizmente, a luz ao fundo do túnel já se acendeu.
Para falar do vinho de Carcavelos, e sobretudo para conhecer a sua época áurea, teremos de recuar muito no tempo. A paisagem urbana que hoje conhecemos na região foi em tempos terra de cultivo, onde a vinha tinha peso e os vinhos prestígio. Ali se produziam brancos, tintos e sobretudo generosos que foram famosos. Hoje encontramos apenas algumas parcelas de vinha rodeadas de prédios e ficamos a pensar como é possível ali nascer algo de original que mereça nossa atenção. Vinhas cercadas por urbanizações não são nem uma originalidade nem um perigo em si. Um dos mais famosos vinhos tintos do mundo — o Château Haut-Brion — que pertence ao grupo restrito dos que foram classificados em 1855 como sendo a elite dos vinhos de Bordéus, essa propriedade está hoje praticamente inserida em meio urbano, rodeada de prédios mas isso não fez com que se perdesse a qualidade do que ali se produz. Ficamos assim com a ideia de que, ainda hoje, é possível, apesar da pressão urbana, produzir vinhos de qualidade em Carcavelos.
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