Casta: Trincadeira

A experimentar

Trincadeira a sul, Tinta Amarela a norte, esta variedade de maturação precoce é a quinta casta tinta mais plantada no país, com 8.413 ha, ou seja, 4% do total nacional (dados IVV de abril de 2018). Sendo uma variedade com ampla disseminação, dá-se melhor em zonas quentes e secas, com muitas horas de sol e solos com boa drenagem. Talvez por isso, encontra no Alentejo e no Douro os seus terroirs de maior aptidão, apesar de mostrar desempenhos favoráveis noutras regiões, como Trás-os-Montes, Dão, Beira Interior, Tejo, Lisboa, Setúbal e… Austrália.

Mostra-se, no entanto, de produção irregular e até algo desmesurada nos primeiros anos, podendo facilmente obter rendimentos de 15 a 20 toneladas por hectare. Após anos de produtividade elevada, reduz para níveis de produção mais aptos a vinhos de qualidade.

É atreita a doenças como o oídio e a podridão, neste caso sobretudo quando ainda em verde, problemas que podem ser agravados dada a película fina do bago. É ainda sensível a parasitas, como a cigarrinha verde, pelo que exige acompanhamento particular.

Porém, quando a uva chega à adega em perfeito estado sanitário, é capaz de resultar em vinhos de excelente qualidade, elegantes e equilibrados, com taninos suaves e aromas de ameixa preta e amora em compota. Oferece teores médios de acidez (4,5 a 5,5 gr./lt. de acidez tartárica), pelo que, na maior parte dos casos, recomenda-se o seu loteamento, emparceirando sobretudo com Aragonês e Alicante Bouschet no Alentejo e Touriga Nacional e Touriga Franca, no Douro.

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