Redução de fitofármacos pode gerar quebra anual mínima de 330 milhões de euros no rendimento agrícola em Portugal

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Com a redução de fitofármacos em 50% até 2030 pedida pela UE, as produções de milho e tomate para indústria seriam as mais afetadas, podendo ficar completamente comprometidas.

A redução do uso de fitofármacos, prevista no âmbito da estratégia “Farm to Fork” da União Europeia, pode levar a uma quebra mínima anual de 330 milhões de euros no rendimento agrícola em Portugal, segundo um estudo da ANIPLA.

No âmbito do “Green Deal” e da estratégia “Farm to Fork”, a União Europeia quer reduzir a utilização de fitofármacos em 50% até 2030.

“Considerando apenas a receita perdida nestas cinco fileiras [vinha para vinho, olival para azeite, pera rocha, milho grão e tomate para indústria], as estimativas apontam para uma perda anual de cerca de 332 milhões de euros”, lê-se no “Estudo o Impacto da Redução da Aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos na Produção Vegetal”, desenvolvido pela Associação Nacional da Indústria para a Proteção das Plantas (ANIPLA) com a AGRO.GES.

No entanto, conforme explicou o diretor executivo da ANIPLA, em declarações à Lusa, este valor pode ser muito mais elevado, tendo em conta que a análise abrangeu apenas um terço da produção vegetal nacional e o rendimento ligado à produtividade. “Este é um valor base de produção […]. Não tem em conta todas as consequenciais a jusante. Por exemplo, o vinho é um produto transformado, o azeite, o tomate de indústria também. Há várias fábricas, vários postos de trabalho, toda uma componente que não está contabilizada”, precisou António Lopes Dias.

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