Confinamento e queda no turismo tiram 290 milhões ao setor do vinho

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A perda global estimada é de 15%, mesmo com o valor recorde das exportações em 2020. Só as vendas no mercado nacional deverão ter caído 25%. Para 2021, o presidente do IVV acredita numa recuperação, logo que o processo de vacinação “ganhe amplitude” e permita o funcionamento, em pleno, da hotelaria e restauração

Oano de 2020 foi “um dos mais desafiantes” de sempre para o setor vitivinícola, com a crise pandémica a criar “assimetrias significativas”, diz o presidente do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV). A perda do fluxo turístico e o fecho do canal HORECA (hotelaria, restauração e cafés) levou a que o consumo de vinho no mercado interno caísse 11% em volume e 25% em valor (dados previsionais), para cerca de 830 milhões de euros.

As exportações em 2020 cresceram 3% para o valor mais alto de sempre, 846 milhões, mas isso não chegou para compensar, nem de longe, nem de perto, as perdas internas. A perda global estimada é de 15%, correspondente a cerca de 290 milhões de euros; para 2021, a maior incógnita é a velocidade a que o fluxo turístico pode vir a recuperar, enquanto que as exportações devem manter um ritmo de crescimento sólido. Isto apesar da queda de 4,5% registado em janeiro: “É prematuro para tirar conclusões”, defende este responsável.

“Há sempre fatores de correção, em janeiro, de ordem logística e contabilística, que neste mês acontecem junto dos importadores. Dados mais relevantes, poderemos ter quando tivermos o acumulado do primeiro trimestre ou quadrimestre”, diz Bernardo Gouvêa.

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