Tânia Durão: “Tudo aquilo que construímos pode cair num segundo”

A experimentar

Estado de Emergência é um ciclo de entrevistas rápidas a personalidades das áreas de turismo, hotelaria, restauração e animação em Portugal, sobre o presente e o futuro do sector, tendo em conta todas as alterações geradas pela pandemia de Covid-19.

Estado de Emergência é um ciclo de entrevistas rápidas a personalidades das áreas de turismo, hotelaria, restauração e animação em Portugal, sobre o presente e o futuro do sector, tendo em conta todas as alterações geradas pela pandemia de Covid-19. Hoje, Tânia Durão, chef e proprietária do restaurante Atrevo, no Porto, aberto em 2019, e parte da nova geração de jovens chefs da cidade, fala na “desmotivação, na desaceleração da criatividade, no sentimento e certeza de incapacidade para reverter a situação” que tem sentido durante este confinamento, salientando a necessidade de medidas de “apoio a rendas, da prorrogação das moratórias pessoais e injeção de capital a fundo perdido” que podem contribuir para mitigar a evidente “quebra de faturação incontornável que diariamente se adensa”.

Estamos em Estado de Emergência, que provavelmente se vai prolongar até à Páscoa. O que representa para si e para o seu negócio ficar encerrado até essa data?
Tânia Durão: O encerramento obrigatório tão prolongado sente-se na desmotivação, na desaceleração da criatividade, no sentimento e certeza de incapacidade para reverter a situação, no cansaço e consecutivamente na quebra de faturação incontornável que diariamente se adensa levando-nos a algum pessimismo.

Como tem conseguido sobreviver nestes estados de emergência sucessivos? Recorreu aos apoios do Estado?
Na tentativa de superar as dificuldades que vivemos, adaptamos a nossa oferta, reduzimos os custos ao máximo, diminuímos o horário de funcionamento para podermos rentabilizar os custos e concentrar o maior número de clientes possível. Recorremos aos apoios disponibilizados pelo Estado, mas estes são insuficientes para colmatar todas as necessidades. Estamos, também, a recorrer a capitais próprios e a fazer um grande esforço para que seja possível voltar a abrir portas.

Continue a ler o artigo em Boa Cama Boa Mesa.

Últimas